terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleições - primeira parte

Os institutos de pesquisa se estreparam lindamente nesta eleição.
Em Minas, não viram a surra que o Aécio/Anastasia deu no Hélio Costa e seu PT, obtendo 62% dos votos válidos no primeiro turno - antes eles previam uma eleição equilibrada, voto a voto.
Também foram incapazes de detectar o fator Marina Silva, que levou o Serra para o segundo turno - e se ele for esperto, oferece toda a área ambiental para os Verdes, incluindo-se aí, de quebra, o famigerado Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Em Brasília, previam Agnelo com sobra. Não deu.
Para o pessoal do PT-DF, sobrou decepção. Urnas abertas ainda, um amigo meu recebeu um convite da festa da vitória do Agnelo. Horas depois, a festa foi cancelada. Apesar do desempenho ridículo no último debate, Weslian Roriz foi para o segundo turno.
Aliás, ela foi para o segundo justamente por isso: o povo mais humilde do DF se viu na cena. E, identificado, carregou votos na senhora que prometeu "defender a corrupção" quando queria dizer que atacaria a corrupção. A elite sacaneou no Youtube. O povo entendeu pela Globo mesmo.
Que sirva de alerta: para travar o Rorizismo, a uma solução é calçar as sandálias da humildade. A pergunta é: elas cabem no pé do Agnelo, do Filippelli (não cabem) e do Cristovam (não cabem)?
Em tempo: Brasília deu ao meu amigo Reguffe a maior votação proporcional a um deputado federal. Nada mais justo. Trata-se de um sujeito digno. Tomara que consiga sacudir a vida político daquele sarcófago de talentos chamado Congresso Nacional.
Pena não ter feito o mesmo com outro jovem que teve boa atuação na Câmara Legislativa, o Cristiano Araújo, outro bom amigo. Embora eleito com sobras, seu desempenho foi atrapalhado por uma campanha sistemática de políticos e alguns jornalistas contra ele. Políticos que já deviam ter sido banidos há muito da política - gente da direita e da esquerda. Já os jornalistas, como sempre, foram usados. Um dia eles abrem os olhos.

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