É isso mesmo, Dinamite? Dunga?
Sei não, a coisa está ficando feia...
Vamos de Gaúcho no domingo. Este jogo é uma gelada. Igual à temperatura que vou encarar em NY....
Nos vemos em breve. Embarco mais tarde e só devo voltar a postar após o clássico.
O silêncio é de ouro...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Para relaxar um pouquinho
Postos Petrobras.
Mostrando sempre uma boa imagem do Brasil, mesmo que no exterior...
Mostrando sempre uma boa imagem do Brasil, mesmo que no exterior...
Pior é que parece um hábito da moça... Tem mais vídeo dela no Youtoba, quer dizer, no Youtube
PS - Andreia vai me matar...
Cerol geral e cenas de pastelão
Depois de demitir PC Gusmão (o do Vasco), a diretoria do clube afastou Carlos Alberto e Felipe. Os dois não enfrentam o Flamengo e podem ser negociados. Felipe pode voltar para o Catar ou seguir para o Avaí. Destino de Carlos Alberto seria a Europa.
A direção estuda entrar com um time sub-23 contra o Flamengo, no domingo. Os titulares se preparariam para a Taça Rio.
Duplo perigo à vista: primeiro, levar uma goleada histórica e queimar o filme de um monte de meninos com a torcida. Ou então acabar ganhando do Flamengo. Aí, quem tira a garotada de campo.
Sinais que vêm de São januário dão conta que a diretoria está completamente perdida....
A direção estuda entrar com um time sub-23 contra o Flamengo, no domingo. Os titulares se preparariam para a Taça Rio.
Duplo perigo à vista: primeiro, levar uma goleada histórica e queimar o filme de um monte de meninos com a torcida. Ou então acabar ganhando do Flamengo. Aí, quem tira a garotada de campo.
Sinais que vêm de São januário dão conta que a diretoria está completamente perdida....
Mourinho no Vasco
Como eu previ (e sem bola de cristal) os dois primeiros nomes especulados para técnico do Vasco foram Lopes e Abel. O Abelão já disse não, agora e no futuro. Não quer segurar essa bomba que é dirigir o Vasco em ano de eleição, com o time em frangalhos e a oposição forte.
Lopes topa. sempre topará. Mas Roberto humilhou o velho quando o demitiu há três anos. Será que vai dar a ele essa chance de dar a volta por cima? E mais: o Lopes ainda é técnico de ponta?
Quanto ao Mourinho acima, é um velho amigo que voltou a se associar ao clube de São Januário. Voltou por acreditar que o time vai sair dessa lama. Só ele mesmo. E você, que achou que era o José Mourinho...
Lopes topa. sempre topará. Mas Roberto humilhou o velho quando o demitiu há três anos. Será que vai dar a ele essa chance de dar a volta por cima? E mais: o Lopes ainda é técnico de ponta?
Por fora surgiu o nome de Leão (credo!), que se disse doido para trabalhar no Vasco. Doido vai ser o Vasco se o contratar.
Quanto ao Mourinho acima, é um velho amigo que voltou a se associar ao clube de São Januário. Voltou por acreditar que o time vai sair dessa lama. Só ele mesmo. E você, que achou que era o José Mourinho...Fala sério, quem acreditaria numa notícia dessas....
Caiu na pegadinha do Mallandro....
Uma pergunta para o Dinamite
PC Gusmão acaba de ser demitido. Não era sem tempo. Mas, Dinamite, não eram "com PC, com PC ou com PC"? O que houve?
Resta saber quem será o técnico. Antônio Lopes? Abel Braga?
Resta saber quem será o técnico. Antônio Lopes? Abel Braga?
Nos tempos do amor ao clube
O futebol moderno impede o chamado amor à camisa. Os mais jovens se perguntam "o que era isso?", pos os dias atuais são de ídolos descartáveis, que mudam de time como de mulher. Isso, meus caros, era a vontade de atuar pelo clube do coração. Até meados dos anos 80/90, exemplos não faltavam.
Zico, Adílio, Dida e Zizinho, no Flamengo.
Barbosa, Augusto, Alfredo II, Jorge, Eli do Amparo, Maneca e Friaça no Vasco.
No Fluminense, Telê Santana, Pinheiro.
No Botafogo, Nilton Santos.
No América, Pompéia, Edu.
Uma legião de apaixonados que, por vezes, ia jogar em outro clube, ou aparecia em outro time, mas na primeira oportunidade vestia o manto preferido. Ou então que não sossegava enquanto não jogasse no clube do coração. Caso de Gilson Nunes, vascaíno desde menino, que só foi atuar pelo clube no final doa anos 1960 e que ajudou a quebrar um jejum de 12 anos sem título. Ficou tão feliz com o carioca de 1970 que pagou uma inusitada promessa: após o título, saiu do Maracanã uniformizado (calção, meião, chuteiras e camisa) e foi andando a pé até sua casa. Logo ele, escolado, campeão carioca em 1964 pelo Fluminense e ex-jogador do América. Mas, acima de tudo, vascaíno.
Outra linda história desse tempo foi a de Alfredo II (foto ao lado). Jogou no Vasco de 1939 a 1956. Apenas no Vasco. Não pense que foi sempre titular. Ao contrário. Nunca teve posição garantida, mas sempre aceitou ir e vir do banco para o time titular. Ganhou os cariocas de 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1956 e o Sulamericando de 1948. Era tão modesto que sua luva, no primeiro contrato, foi uma dentadura. Mas jamais conseguiu sair de São Januário. Não faltaram tentativas. Primeiro, o Fluminense (sempre eles). Chegaram a acertar salário. Na hora h, resistiu ao aliciamento e ficou no Vasco. Depois, o Flamengo. Em 1949, o Vasco o dispensara, por considerá-lo velho (tinha 29 anos). Foi chamado para fazer testes no rival, em alguns amistosos caça-níqueis. Bom jogador, foi aprovado. Chamado para assinar o contrato, diante do papel, caiu em choro convulsivo. Jamais poderia jogar no Flamengo.
A história chegou aos ouvidos de Cyro Aranha, maior presidente da história do Vasco, contada pelo seu colega rubro-negro. Eram tempos de dirigentes dignos.
Cyro Aranha chamou Alfredo II de volta. Foi campeão naquele ano, convocado para a seleção de 1950, fez gol na Copa, contra a Suíça, e ainda ganhou títulos até 1956, quando deixou o futebol e virou sócio remido. Jogou de lateral, zagueiro, centromédio (hoje volante), ponta-direita e até de goleiro.
Mas não eram apenas os jogadores que tinham amor ao clube. Eram tempos de dirigentes apaixonados, capazes de loucuras pelo cxlube. Como Antonio Campos, presidente do Vasco em 1923. Veja este trecho do livro "O negro no futebol brasileiro", do imortal jornalista Mário Filho, que conta a sua trajetória, numa bela lembrança do blog Bola de Meia.
"Quando um clube dava para vencer, o cartola era capaz até de abrir falência. O caso de Antonio Campos, presidente do Vasco de 23, que quase quebrou. Não quebrou porque ainda tinha um terreno, na Rua Henrique Valadares, para vender, porque ainda tinha uma casa na Rua Tavares Bastos, nº 266, para hipotecar.
Vendeu o terreno, hipotecou a casa, passou adiante o contrato da loja da Avenida Rio Branco, 177, fechou a Casa Campos, teve de começar de novo, trabalhando como empregado do irmão Raul Campos, para viver. O Vasco de vitória em vitória, 'bicho' para os jogadores.
Também quando abriu os olhos estava às portas da bancarrota. Fez as contas, o Vasco levantara o campeonato que lhe custara duzentos e cinquenta contos, fora os quebrados.
E Antonio Campos, apesar de tudo, só sentiu uma coisa: não ter mais dinheiro para ajudar o Vasco. Ele nem ia mais à Tribuna de Honra. Deixara de ser um cartola, parecia até que nunca fora um cartola. Perdia-se no meio da multidão, para torcer à vontade. Como em tempos idos em que chorava depois de uma vitória".
Em tempo: Antonio Campos deu ao Vasco seu primeiro título carioca, em 1923, que custou a Casa Campos, como conta Mário Filho no texto acima. Voltou a ser presidente vascaíno em 1939. E seu irmão Raul foi em 1915 e 1926. Só não foi em 1923 por que não aceitou a indicação ao cargo. Manteve o patrimônio, mas perdeu a chance de ser o primeiro presidente campeão do Vasco.
Zico, Adílio, Dida e Zizinho, no Flamengo.
Barbosa, Augusto, Alfredo II, Jorge, Eli do Amparo, Maneca e Friaça no Vasco.
No Fluminense, Telê Santana, Pinheiro.
No Botafogo, Nilton Santos.
No América, Pompéia, Edu.
Uma legião de apaixonados que, por vezes, ia jogar em outro clube, ou aparecia em outro time, mas na primeira oportunidade vestia o manto preferido. Ou então que não sossegava enquanto não jogasse no clube do coração. Caso de Gilson Nunes, vascaíno desde menino, que só foi atuar pelo clube no final doa anos 1960 e que ajudou a quebrar um jejum de 12 anos sem título. Ficou tão feliz com o carioca de 1970 que pagou uma inusitada promessa: após o título, saiu do Maracanã uniformizado (calção, meião, chuteiras e camisa) e foi andando a pé até sua casa. Logo ele, escolado, campeão carioca em 1964 pelo Fluminense e ex-jogador do América. Mas, acima de tudo, vascaíno.
A história chegou aos ouvidos de Cyro Aranha, maior presidente da história do Vasco, contada pelo seu colega rubro-negro. Eram tempos de dirigentes dignos.
Cyro Aranha chamou Alfredo II de volta. Foi campeão naquele ano, convocado para a seleção de 1950, fez gol na Copa, contra a Suíça, e ainda ganhou títulos até 1956, quando deixou o futebol e virou sócio remido. Jogou de lateral, zagueiro, centromédio (hoje volante), ponta-direita e até de goleiro.
Mas não eram apenas os jogadores que tinham amor ao clube. Eram tempos de dirigentes apaixonados, capazes de loucuras pelo cxlube. Como Antonio Campos, presidente do Vasco em 1923. Veja este trecho do livro "O negro no futebol brasileiro", do imortal jornalista Mário Filho, que conta a sua trajetória, numa bela lembrança do blog Bola de Meia.
"Quando um clube dava para vencer, o cartola era capaz até de abrir falência. O caso de Antonio Campos, presidente do Vasco de 23, que quase quebrou. Não quebrou porque ainda tinha um terreno, na Rua Henrique Valadares, para vender, porque ainda tinha uma casa na Rua Tavares Bastos, nº 266, para hipotecar.
Vendeu o terreno, hipotecou a casa, passou adiante o contrato da loja da Avenida Rio Branco, 177, fechou a Casa Campos, teve de começar de novo, trabalhando como empregado do irmão Raul Campos, para viver. O Vasco de vitória em vitória, 'bicho' para os jogadores.
E Antonio Campos, apesar de tudo, só sentiu uma coisa: não ter mais dinheiro para ajudar o Vasco. Ele nem ia mais à Tribuna de Honra. Deixara de ser um cartola, parecia até que nunca fora um cartola. Perdia-se no meio da multidão, para torcer à vontade. Como em tempos idos em que chorava depois de uma vitória".
Em tempo: Antonio Campos deu ao Vasco seu primeiro título carioca, em 1923, que custou a Casa Campos, como conta Mário Filho no texto acima. Voltou a ser presidente vascaíno em 1939. E seu irmão Raul foi em 1915 e 1926. Só não foi em 1923 por que não aceitou a indicação ao cargo. Manteve o patrimônio, mas perdeu a chance de ser o primeiro presidente campeão do Vasco.
Quem nos salvará?
Vamos falar a verdade: o Vasco está sem rumo. Não só pelo que mostra dentro de campo, mas principalmente pelo que está ocorrendo fora dele. O meia Felipe não fala com Rodrigo Caetano, gerente de futebol. Ontem, depois da derrota vexatória para o Boavista, a terceira seguida no carioca para um time bagaça, abandonou a delegação e foi embora, sem falar que, ao ser substituído aos 36 minutos do primeiro tempo, sequer olhou na cara do ainda treinador PC Gusmão.
Além disso, Carlos Alberto e o presidente Roberto Dinamite discutiram no vestiário depois do jogo. Pelo nível da conversa, fica claro que a nau vai a pique. Sente só...
Roberto entrou no vestiário cobrando resultado, após a terceira derrota seguida. E Carlos Alberto foi nos peitos do presidente vascaíno:
“Você acha que a gente quer perder, está fazendo de propósito?”, rebateu.
“Mas eu sou um cara vencedor, quero vencer sempre”, disse Dinamite.
“E você acha que é fácil, que eu gosto de ser vaiado, xingado pela torcida?”, devolveu Carlos Alberto, na presença de todos.
“Mas eu sou um cara vencedor, quero vencer sempre”, disse Dinamite.
“E você acha que é fácil, que eu gosto de ser vaiado, xingado pela torcida?”, devolveu Carlos Alberto, na presença de todos.
Apoiei o Dinamite, mas fica a pergunta: que autoridade ele tem? Leva uma peitada dessas e não faz nada. Vê o time perder três seguidas, dos poderosos Resende, Nova Iguaçu e Boavista e diz que o time vai sair do buraco “com PC, com PC ou com PC”? Como, Dinamite, o PC, que meteu o time neste buraco, vai resgatá-lo de lá. Somos piada para todo mundo... Pelo amor de Deus, esqueça o fato de o PC ter largado o Ceará para ir para o Vasco. Isso é upgrade na carreira de qualquer um, mas você está transformando isso em dívida de gratidão eterna.
E agora? Vai deixar o PC nos colocar na segundona carioca? Vamos virar um Botafogo anos 70-80 ou um América?
Bom, vamos ao jogo...
O jogo foi a mesma toada de sempre. Vasco com a bola no pé, tocando, tocando, tocando, sem a menor objetividade. A defesa, como sempre, com qualquer dupla de zagueiro, dando mole o tempo todo, por estar exposta. Nem Eder Luis (muito mal no geral), nem Marcel, nem Felipe, nem Carlos Alberto marcam. Sem combate, todo mundo entra como quer na zaga vascaína, ainda mais que os laterais avançam juntos. Rômulo, nervoso e perseguido pela torcida, nada acerta. O resto apenas se vira.
E com isso o Boavista foi tomando gosto. Achou o primeiro gol, numa falta que era um cruzamento e acabou dentro do gol, aos 16 minutos do primeiro tempo. Aumentou aos 27 com uma tabelinha de cabeça dentro da área, com o Fernando Prass mal colocado nos dopis lances. E olha que ele foi o melhor do Vasco, pois ainda salvou dois gols certos em cada tempo.
PC mexeu no time ainda no primeiro tempo e nada resolveu. O time está sem confiança. Até reagiu no segundo tempo, diminuiu com Marcel, mas, no fim, levou mais um em contra-ataque. Foi justo. O Vasco não está jogando nada. Ainda bem que, no domingo estarei bem longe. Não vou ver um novo vexame, contra o Flamengo. A Taça Guanabara já era. Vamos tentar não cair, pelo amor de Deus. Aí é vergonha demais.
BOAVISTA 3 X 1 VASCO
Gols: Tony, aos 16, e Frontini, aos 27 minutos do primeiro tempo, Marcel, aos 12, e André Luis, aos 43 minutos do segundo tempo. Local: Engenhão. Árbitro: João Batista de Arruda. Cartões Amarelos: Carlos Alberto (Vasco) e Roberto Lopes e André Luis (Boavista)
VASCO – Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon (Max); Eduardo Costa, Rômulo, Felipe (Jeferson) e Carlos Alberto; Eder Luis (Enrico) e Marcel. Técnico: PC Gusmão.
BOAVISTA – Thiago, Joílson, Gustavo, Santiago e Edu Pina (Pessanha); Roberto Lopes (Julio Cesar), Thiaguinho, Erick Flores (Fábio Fidélis) e André Luis; Tony e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mais tarde, mais tarde...
Vou esfriar a cabeça trabalhando na Comunhão Espírita. quando voltar para casa eu falo deste novo vexame, que é perder de 3 x 1 para o Boavista (antigo Barreira de Bacaxá) em pelno Engenhão, para delírio do Unimed FC, o ex-Fluminense, aquele time que subiu da terceira direto para a primeira e está devendo, ainda, uma passada na segunda divisão.
Até.
Até.
A série de três derrotas do Carioca de 1984
Todos estão lembrando a pior sequência inicial do Vasco no Campeonato Carioca. Foi em 1984, quando, como agora, enfileiramos três derrotas seguidas. Mas há dois fatores a se considerar: o Vasco vinha do vice-campeonato brasileiro, portanto a equipe estava abalada, e não sofria com um jejum de títulos como o de agora, pois tinha sido campeão carioca em 1982.
Os jogos que perdemos em 1984 foram os seguintes:
Os jogos que perdemos em 1984 foram os seguintes:
VASCO 1 X CAMPO GRANDE 2
Gols: Buga 28 do 1º; Pires 32 e Pingo 42 do 2º . Local: São Januário (Rio de Janeiro). Árbitro: Pedro Carlos Bregalda
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Daniel González, Ivã e Aírton; Pires, Vilson Tadei (Da Costa) e Arthurzinho; Jussiê, Marcelo (Oliveira) e Mario. Técnico: Edu
CAMPO GRANDE – Zé Carlos, Marinho, João Fernandes (Djalma), Pirulito e Haroldo; Wellington, Lulinha e Pingo; Carlos Antônio (Touchê), Buga e Marco Antônio. Técnico: Alcir Portella.
Gols: Buga 28 do 1º; Pires 32 e Pingo 42 do 2º . Local: São Januário (Rio de Janeiro). Árbitro: Pedro Carlos Bregalda
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Daniel González, Ivã e Aírton; Pires, Vilson Tadei (Da Costa) e Arthurzinho; Jussiê, Marcelo (Oliveira) e Mario. Técnico: Edu
CAMPO GRANDE – Zé Carlos, Marinho, João Fernandes (Djalma), Pirulito e Haroldo; Wellington, Lulinha e Pingo; Carlos Antônio (Touchê), Buga e Marco Antônio. Técnico: Alcir Portella.
BANGU 4 X VASCO 0
Gols: Cláudio Adão 16 e 18 e Ado 33 do 1.°; Cláudio Adão 23 do 2.°. Local: Maracanã;
Árbitro: Luís Carlos Félix. Expulsão: Jair 16 do 2.º
BANGU – Gilmar, Perivaldo, Jair, Polozi e Odirlei; Índio, Israel e Paulinho Criciúma (Tonho, 18 do 2.°); Marinho, Cláudio Adão e Ado (Fernando Macaé, 36 do 2.°). Técnico: Moisés
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Ivã, Daniel González e Aírton; Pires. Geovani e Mário; Jussiê, Marcelo (Mauricinho, intervalo) e Marquinho. Técnico: Edu
Gols: Cláudio Adão 16 e 18 e Ado 33 do 1.°; Cláudio Adão 23 do 2.°. Local: Maracanã;
Árbitro: Luís Carlos Félix. Expulsão: Jair 16 do 2.º
BANGU – Gilmar, Perivaldo, Jair, Polozi e Odirlei; Índio, Israel e Paulinho Criciúma (Tonho, 18 do 2.°); Marinho, Cláudio Adão e Ado (Fernando Macaé, 36 do 2.°). Técnico: Moisés
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Ivã, Daniel González e Aírton; Pires. Geovani e Mário; Jussiê, Marcelo (Mauricinho, intervalo) e Marquinho. Técnico: Edu
AMERICANO 1 X VASCO 0
Gol: Té, aos 32 minutos do primeiro tempo. Local: Godofredo Cruz (Campos). Árbitro: Luís Carlos Gonçalves. Expulsão: Aírton 28 do 2.º
AMERICANO – Geraldo. Edinho, Ronaldo, Oliveira e Marcos Vinícius; Índio. Dido e Maguinho; Fernando Batalha (Márcio), Té (Edmilson) e Sérgio Pedro. Técnico: Clóvis Alberto
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Ivã, Daniel González e Aírton; Pires, Geovani e Mário (Oliveira); Mauricinho (Nenê), Cláudio José e Marquinho. Técnico: Edu
Gol: Té, aos 32 minutos do primeiro tempo. Local: Godofredo Cruz (Campos). Árbitro: Luís Carlos Gonçalves. Expulsão: Aírton 28 do 2.º
AMERICANO – Geraldo. Edinho, Ronaldo, Oliveira e Marcos Vinícius; Índio. Dido e Maguinho; Fernando Batalha (Márcio), Té (Edmilson) e Sérgio Pedro. Técnico: Clóvis Alberto
VASCO – Roberto Costa, Edevaldo, Ivã, Daniel González e Aírton; Pires, Geovani e Mário (Oliveira); Mauricinho (Nenê), Cláudio José e Marquinho. Técnico: Edu
A série acabou num 2 x 0 no Volta Redonda. Curiosamente, a diretoria do Vasco manteve Edu no comando. O Vasco acabou chegando às finais, mas ficou em terceiro. E eu vi, no Maracanã, os 4 x 0 do Bangu. O time do Vasco estava irreconhecível. Como agora.
Vexame à vista
Intervalo de jogo, Boavista 2 x 0 Vasco. Mas já dá para dizer algumas verdades.
A primeira delas é que, virando ou não, o Vasco tem de demitir o PC Gusmão hoje. Do contrário, vamos tomar goleada do Flamengo.
Segundo, quando subiu a placa para a saída do Felipe, a substituição tinha de ser do PC. Quem escalou o cara foi ele. Quem arma o time com um centroavante que não vê bola, dois meias que não marcam e uma zaga absolutamente exposta foi ele. Logo, tinha de sair.
Terceiro, não fosse o Fernando Prass, o Boavista tinha metido 4 x 0 no primeiro tempo.
E, por último, Felipe tem razão ao dizer que a torcida do Vasco não sabe torcer. Verdade pura. Mas parece, também que ele não sabe jogar. Não é nem a sombra do craque que pintou no Vasco e depois foi sujar o currículo jogando no Flamengo. Aposente-se, Felipe. ou então entre em forma. Mas, desse jeito, não dá.
Vamos para o segundo tempo de sofrimento.
A primeira delas é que, virando ou não, o Vasco tem de demitir o PC Gusmão hoje. Do contrário, vamos tomar goleada do Flamengo.
Segundo, quando subiu a placa para a saída do Felipe, a substituição tinha de ser do PC. Quem escalou o cara foi ele. Quem arma o time com um centroavante que não vê bola, dois meias que não marcam e uma zaga absolutamente exposta foi ele. Logo, tinha de sair.
Terceiro, não fosse o Fernando Prass, o Boavista tinha metido 4 x 0 no primeiro tempo.
E, por último, Felipe tem razão ao dizer que a torcida do Vasco não sabe torcer. Verdade pura. Mas parece, também que ele não sabe jogar. Não é nem a sombra do craque que pintou no Vasco e depois foi sujar o currículo jogando no Flamengo. Aposente-se, Felipe. ou então entre em forma. Mas, desse jeito, não dá.
Vamos para o segundo tempo de sofrimento.
Entre a burrice e a xenofobia
Vai ter gente achando "legal". Outros, "criativo". E tem sempre os que vão querer descontextualizar a xenofobia e classificar isso como humor. Na minha modesta opinião, trata-se de burrice institucional que leva ao preconceito xenófobo e a uma certa tara.
Do que eu estou falando?
Da "brilhante" campanha da cidade paulista de Barretos contra a dengue.
Abaixo reproduzo duas peças desta aberração que está nas ruas da cidade em forma de outdoor. Além de esteticamente feias, uma das duas peças publicitárias abaixo liga a imagem da dengue aos argentinos, ao vestir o mosquito transmissor com a camisa da seleção argentina.
Gostaria de saber quem foi o autor disso. É um equivocado. No caso do mosquito, ele iguala os argentinos (ainda que os futebolistas) a insetos. Preconceituoso. Depois, passa a imagem de que a dengue vem de lá, quando se sabe que doença não respeita fronteira. Ou seja, é um conceito cheio de ignorância.
Não satisfeito, o publicitário em questão apela para uma foto de mulher de biquíni no segundo outdoor para criar um falso drama, quando quer, na verdade, é colocar na rua uma peça com tom erótico. E erotismo de gosto duvidoso, diga-se de passagem. Repare o grau erótico-probido, já que a suposta moça é menor (se ela faria 17 anos é por que é uma menor...). Ou seja, estamos diante de um fetichista (para dizer o mínimo) e xenófobo.
Claro que a aberração mostrada abaixo deu o que falar e gerou protestos do Ministério da Saúde argentino. Tem de ser retirada logo dos outdoors da cidade. E, claro, a prefeitura da cidade de Barretos deveria também demitir o diretor do departamento de comunicação, Marcelo Murta, que aprovou isso com os argumentos irresponsáveis de que as peças "chocam" e "são polêmicas".
De quebra, a prefeitura poderia aprovaitar para rescindir o contrato da agência de publicidade que bolou esta campanha ridícula, por incompetência e criação preconceituosa.

Em tempo: já tive reservas contra os argentinos, que acabaram quando visitei o país, por duas vezes. Esqueçam os argentinos que vêm ao Brasil e que visitam Rio e Florianópolis. O povo que vive lá é outra coisa.
Do que eu estou falando?
Da "brilhante" campanha da cidade paulista de Barretos contra a dengue.
Abaixo reproduzo duas peças desta aberração que está nas ruas da cidade em forma de outdoor. Além de esteticamente feias, uma das duas peças publicitárias abaixo liga a imagem da dengue aos argentinos, ao vestir o mosquito transmissor com a camisa da seleção argentina.
Gostaria de saber quem foi o autor disso. É um equivocado. No caso do mosquito, ele iguala os argentinos (ainda que os futebolistas) a insetos. Preconceituoso. Depois, passa a imagem de que a dengue vem de lá, quando se sabe que doença não respeita fronteira. Ou seja, é um conceito cheio de ignorância.
Não satisfeito, o publicitário em questão apela para uma foto de mulher de biquíni no segundo outdoor para criar um falso drama, quando quer, na verdade, é colocar na rua uma peça com tom erótico. E erotismo de gosto duvidoso, diga-se de passagem. Repare o grau erótico-probido, já que a suposta moça é menor (se ela faria 17 anos é por que é uma menor...). Ou seja, estamos diante de um fetichista (para dizer o mínimo) e xenófobo.
Claro que a aberração mostrada abaixo deu o que falar e gerou protestos do Ministério da Saúde argentino. Tem de ser retirada logo dos outdoors da cidade. E, claro, a prefeitura da cidade de Barretos deveria também demitir o diretor do departamento de comunicação, Marcelo Murta, que aprovou isso com os argumentos irresponsáveis de que as peças "chocam" e "são polêmicas".
De quebra, a prefeitura poderia aprovaitar para rescindir o contrato da agência de publicidade que bolou esta campanha ridícula, por incompetência e criação preconceituosa.
Em tempo: já tive reservas contra os argentinos, que acabaram quando visitei o país, por duas vezes. Esqueçam os argentinos que vêm ao Brasil e que visitam Rio e Florianópolis. O povo que vive lá é outra coisa.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A fama de vice...
No futebol do Rio, o Vasco sempre carregou nas costas a fama de vice, a mais odiada de todos no mundo da bola. Mas existe um detalhe sutil, que muita gente faz questão de omitir: o maior de todos os vices do Campeonato Carioca é o Flamengo. Na competição, disputada desde 1906, o rubro-negro ficou em segundo lugar em 31 oportunidades – mesmo número dos títulos, diga-se de passagem. Logo depois vêm o Vasco, com 24 vices e 22 campeonatos; o Fluminense, com 22 vices e 30 títulos; e o Botafogo, com 16 segundos lugares e 19 conquistas, incluindo-se aí a famosa Liga Barbante de 1912.
Tá em dúvida? Eu mostro com detalhes. Veja, primeiro, a lista dos campeões dividida por clube.
CAMPEÕES
Flamengo, 31 títulos – 1914, 1915, 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979, 1979(*),1980, 1981, 1986, 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009
Fluminense, 30 títulos – 1906, 1907, 1908, 1909, 1911, 1917, 1918, 1919, 1920, 1924, 1936, 1937, 1938, 1940, 1941, 1946, 1951, 1959, 1964, 1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1983, 1984, 1985, 1995, 2002 e 2005
Vasco, 22 títulos – 1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003
Botafogo, 19 títulos – 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989, 1990, 1997, 2006 e 2010
América, 7 títulos – 1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960
Bangu, 2 títulos – 1933 e 1966
Paysandu, 1 título – 1912
São Cristóvão, 1 título – 1926
VICES
Flamengo, 31 vezes – 1912, 1913, 1919, 1922, 1923, 1924, 1932, 1936, 1937, 1938, 1940, 1941, 1952, 1958, 1961, 1962, 1966, 1969, 1973, 1977, 1982, 1983, 1984, 1987, 1988, 1989, 1992, 1994, 1995, 1998 e 2010
Vasco, 24 vezes – 1926, 1928, 1930, 1931, 1935, 1944, 1948, 1961, 1968, 1974, 1975, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1986, 1990, 1996, 1997, 1999, 2000, 2001 e 2004
Fluminense, 22 vezes – 1910, 1915, 1920, 1925, 1927, 1933, 1935, 1943, 1949, 1952, 1953, 1956, 1957, 1960, 1961, 1963, 1970, 1972, 1979(*),1991, 1993, 2003
Botafogo, 16 vezes – 1908, 1909, 1916, 1918, 1939, 1942, 1944, 1945, 1946, 1947, 1959, 1971, 1975, 2007, 2008 e 2009
América, 8 vezes – 1911, 1914, 1917, 1921, 1929, 1950, 1954 e 1955
Bangu, 6 vezes – 1951, 1959, 1964, 1965, 1967 e 1985
Andaraí, 2 vezes – 1924, 1933
Madureira 2 vezes – 1936 e 2006
Paysandu, 1 vez – 1906
Americano S. C., 1 vez – 1912
São Cristóvão, 1 vez – 1934
Mavílis, 1 vez – 1934
Americano de Campos, 1 vez – 2002
Volta Redonda, 1 vez – 2005
Observações interessantes
Como vocês podem ver, há anos em que dois times foram campeões. A explicação é simples: as várias brigas na liga carioca. A situação só se acalmou depois do profissionalismo, em 1937, quando as duas ligas se fundiram. As cizânias vão desde a punição a um jogador do Botafogo, nos anos 1910, passando pelo racismo contra os jogadores do Vasco, nos anos 1920, até a questão do profissionalismo no futebol, na década de 1930.
Em relação ao número maior de vices, a explicação é outra: a disputa do Carioca foi, durante muitos anos, por pontos corridos e não havia critério de desempate nas colocações inferiores. quando o empate era na ponta, como em 1958, era necessário disputar jogos para definir o campeão. A fórmula de campeão de um turno enfrentar o do outro só prosperou a partir dos anos 1970. E vários campeonatos foram definidos num triangular.
Por fim, o sinal (*) ao lado do ano de 1979 refere-se ao Campeonato Carioca Especial disputado naquele ano. Era um tempo que sobrava data no calendário. Não. Em verdade, apertavam os jogadores com jogos e mais jogos. Mas depois eu conto como era isso...
Tá em dúvida? Eu mostro com detalhes. Veja, primeiro, a lista dos campeões dividida por clube.
CAMPEÕES
Flamengo, 31 títulos – 1914, 1915, 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979, 1979(*),1980, 1981, 1986, 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009
Fluminense, 30 títulos – 1906, 1907, 1908, 1909, 1911, 1917, 1918, 1919, 1920, 1924, 1936, 1937, 1938, 1940, 1941, 1946, 1951, 1959, 1964, 1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1983, 1984, 1985, 1995, 2002 e 2005
Vasco, 22 títulos – 1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003
Botafogo, 19 títulos – 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989, 1990, 1997, 2006 e 2010
América, 7 títulos – 1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960
Bangu, 2 títulos – 1933 e 1966
Paysandu, 1 título – 1912
São Cristóvão, 1 título – 1926
VICES
Flamengo, 31 vezes – 1912, 1913, 1919, 1922, 1923, 1924, 1932, 1936, 1937, 1938, 1940, 1941, 1952, 1958, 1961, 1962, 1966, 1969, 1973, 1977, 1982, 1983, 1984, 1987, 1988, 1989, 1992, 1994, 1995, 1998 e 2010
Vasco, 24 vezes – 1926, 1928, 1930, 1931, 1935, 1944, 1948, 1961, 1968, 1974, 1975, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1986, 1990, 1996, 1997, 1999, 2000, 2001 e 2004
Fluminense, 22 vezes – 1910, 1915, 1920, 1925, 1927, 1933, 1935, 1943, 1949, 1952, 1953, 1956, 1957, 1960, 1961, 1963, 1970, 1972, 1979(*),1991, 1993, 2003
Botafogo, 16 vezes – 1908, 1909, 1916, 1918, 1939, 1942, 1944, 1945, 1946, 1947, 1959, 1971, 1975, 2007, 2008 e 2009
América, 8 vezes – 1911, 1914, 1917, 1921, 1929, 1950, 1954 e 1955
Bangu, 6 vezes – 1951, 1959, 1964, 1965, 1967 e 1985
Andaraí, 2 vezes – 1924, 1933
Madureira 2 vezes – 1936 e 2006
Paysandu, 1 vez – 1906
Americano S. C., 1 vez – 1912
São Cristóvão, 1 vez – 1934
Mavílis, 1 vez – 1934
Americano de Campos, 1 vez – 2002
Volta Redonda, 1 vez – 2005
Observações interessantes
Como vocês podem ver, há anos em que dois times foram campeões. A explicação é simples: as várias brigas na liga carioca. A situação só se acalmou depois do profissionalismo, em 1937, quando as duas ligas se fundiram. As cizânias vão desde a punição a um jogador do Botafogo, nos anos 1910, passando pelo racismo contra os jogadores do Vasco, nos anos 1920, até a questão do profissionalismo no futebol, na década de 1930.
Em relação ao número maior de vices, a explicação é outra: a disputa do Carioca foi, durante muitos anos, por pontos corridos e não havia critério de desempate nas colocações inferiores. quando o empate era na ponta, como em 1958, era necessário disputar jogos para definir o campeão. A fórmula de campeão de um turno enfrentar o do outro só prosperou a partir dos anos 1970. E vários campeonatos foram definidos num triangular.
Por fim, o sinal (*) ao lado do ano de 1979 refere-se ao Campeonato Carioca Especial disputado naquele ano. Era um tempo que sobrava data no calendário. Não. Em verdade, apertavam os jogadores com jogos e mais jogos. Mas depois eu conto como era isso...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Dilma mandou demitir Abramovay
A coluna do jornalista Ancelmo Gois, publicada hoje no jornal O Globo, revela que foi da presidente Dilma Rousseff a decisão de defenestrar o secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Pedro Abramovay, logo após ele defender a cretina criação da figura do "pequeno traficante"
Reproduzo abaixo as notas de Ancelmo, publicadas também em seu blog na página do jornal.
Foi assim
Foi a própria Dilma quem tomou a decisão de demitir Pedro Abramovay do Conselho Nacional de Justiça.
A presidente, como se sabe, não gostou de uma entrevista dada por Abramovay ao GLOBO, informando que o governo enviaria ao Congresso um projeto para reduzir as penas de pequenos traficantes.
Segue...
Na conversa com o ministro José Eduardo Cardozo, chefe de Abramovay, a presidente não perdoou:
— Ele falou comigo? Não! Falou com você? Não! Então, não tem que anunciar nada.
E mais...
Os amigos de Abramovay ainda tentaram interceder, mas não teve jeito:
— É uma questão de autoridade — encerrou Dilma.
A presidente acertou na forma e no conteúdo. Autoridade se exerce desta maneira. Ao podar as iniciativas de Abramovay ela matou dois coelhos com uma cajadada só: trouxe a política sobre drogas para o rumo certo, que é o de combater o tráfico e o traficante (embora ainda falte acertar a questão do usuário/dependente) e sinalizou a todos no governo que ela quer as coisas certinhas, com hierarquia.
Nota 10, Dilma.
Vou acabar seu fã.
Reproduzo abaixo as notas de Ancelmo, publicadas também em seu blog na página do jornal.
Foi assim
Foi a própria Dilma quem tomou a decisão de demitir Pedro Abramovay do Conselho Nacional de Justiça.
A presidente, como se sabe, não gostou de uma entrevista dada por Abramovay ao GLOBO, informando que o governo enviaria ao Congresso um projeto para reduzir as penas de pequenos traficantes.
Segue...
Na conversa com o ministro José Eduardo Cardozo, chefe de Abramovay, a presidente não perdoou:
— Ele falou comigo? Não! Falou com você? Não! Então, não tem que anunciar nada.
E mais...
Os amigos de Abramovay ainda tentaram interceder, mas não teve jeito:
— É uma questão de autoridade — encerrou Dilma.
A presidente acertou na forma e no conteúdo. Autoridade se exerce desta maneira. Ao podar as iniciativas de Abramovay ela matou dois coelhos com uma cajadada só: trouxe a política sobre drogas para o rumo certo, que é o de combater o tráfico e o traficante (embora ainda falte acertar a questão do usuário/dependente) e sinalizou a todos no governo que ela quer as coisas certinhas, com hierarquia.
Nota 10, Dilma.
Vou acabar seu fã.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Grande faz assim, Vasco
Botafogo 5 x 0 Macaé
Fluminense 6 x 2 Olaria
A situação vascaína é tão ruim que, se vencer (enfim) o Boavista não chega na zona de classificação às semifinais da Taça Guanabara. Aliás, talvez não saia nem do lugar em que está, a lanterna do Grupo A do Carioca, ao lado do Volta Redonda.
Triste. Humilhante. Vexame total.
Fluminense 6 x 2 Olaria
A situação vascaína é tão ruim que, se vencer (enfim) o Boavista não chega na zona de classificação às semifinais da Taça Guanabara. Aliás, talvez não saia nem do lugar em que está, a lanterna do Grupo A do Carioca, ao lado do Volta Redonda.
Triste. Humilhante. Vexame total.
A crônica de uma queda anunciada
Não há explicação possível para a fase atual do Vasco. Não há explicação, muito menos desculpas. Sabemos que o time é mediano, mas não dá para perder de Resende e Nova Iguaçu. As duas derrotas são um vexame pelo conteúdo e pela forma. Pelo conteúdo por ser inadmissível uma grande equipe ser derrotada pelos clubes semiamadores que disputam o Campeonato Carioca. Mas não se pode esquecer a forma como o Vasco vem perdendo. O time está em frangalhos. E acredito que a culpa esteja no homem que escala o Vasco.
O Vasco perdeu por 3 x 2 para o Nova Iguaçu com inteira justiça. Entrou em campo mal armado e poderia ter sido de mais. No primeiro tempo, o time da Baixada quase fez 3 x 0, mas faltou habilidade. Não fosse a expulsão do lateral Paulo Henrique, que deixou o Nova Iguaçu com um a menos, a reação que levou o Vasco a empatar o jogo no segundo tempo não teria ocorrido.
O time do Vasco entrou em campo naturalmente pressionado. Perder para o Resende é vexatório e humilhante, ainda mais em casa e sem dar um chute decente a gol. Também entrou em campo mal escalado. A formação atual expõe a fraca defesa e queima os jovens volantes Alan e Rômulo. Felipe está fora de forma, embora ainda seja um jogador que pode desequilibrar uma partida. Em vez de lança-lo em campo dessa maneira, por que não sair com outra formação, guardando-o para o segundo tempo?
Que responda PC Gusmão, o técnico vascaíno, que enche a paciência dos jogadores gritando a todo momento para quem eles devem passar a bola, mas que não sabe escalar o time.
Vamos ao jogo
A síntese do encontro é que o Vasco veio mal armado e sofreu dois gols de cara, um aos 3 e outro aos 19. Ficou nas cordas e o Nova Iguaçu se acovardou. Perdeu um jogador e, no segundo tempo, viu o Vasco empatar com um belo gol de Rômulo e um pênalti duvidoso convertido pelo inoperante Marcel, que bateu mal. O bom goleiro Diogo quase pegou.
Depois disso, ele faria outras defesas difíceis, enquanto o Vasco demonstrava uma tremenda autossuficiência, achando que viraria a hora que bem entendesse. Mas não foi assim. Aos 32, o Vasco tomou o gol do marido da Barbie, o William Barbio, que recebeu um passe errado do cansado Felipe. E ainda veio o vexame de levar olé de um time com um a menos. Parecia, como disse no post anterior, que estávamos enfrentando a seleção da Holanda. Mas era só o Nova Iguaçu.
Ê, Vasco. Este 2011 promete. Vexame no Carioca em ano de eleição costuma influir na política do clube. Eurico se agita todo dia. Sei não. Acho que o grupo dele vai acabar voltando a mandar no clube. Infelizmente.
Se cuida, Dinamite. A Taça GB praticamente já voou. São oito anos sem título. A torcida só encolhe. O clube só se apequena. Demita logo o PC e contrate outro técnico, legalize Dedé, Anderson Martins e Eduardo Costa e contrate mais um atacante e um meia decente, para ver se tira o Vasco do atoleiro. Do contrário, vamos ser a sétima força do carioca, atrás até do América, Resende e do Nova Iguaçu. Isso se o vexame não for piorando rodada a rodada.
Veja os melhores momentos:
O Vasco perdeu por 3 x 2 para o Nova Iguaçu com inteira justiça. Entrou em campo mal armado e poderia ter sido de mais. No primeiro tempo, o time da Baixada quase fez 3 x 0, mas faltou habilidade. Não fosse a expulsão do lateral Paulo Henrique, que deixou o Nova Iguaçu com um a menos, a reação que levou o Vasco a empatar o jogo no segundo tempo não teria ocorrido.
O time do Vasco entrou em campo naturalmente pressionado. Perder para o Resende é vexatório e humilhante, ainda mais em casa e sem dar um chute decente a gol. Também entrou em campo mal escalado. A formação atual expõe a fraca defesa e queima os jovens volantes Alan e Rômulo. Felipe está fora de forma, embora ainda seja um jogador que pode desequilibrar uma partida. Em vez de lança-lo em campo dessa maneira, por que não sair com outra formação, guardando-o para o segundo tempo?
Que responda PC Gusmão, o técnico vascaíno, que enche a paciência dos jogadores gritando a todo momento para quem eles devem passar a bola, mas que não sabe escalar o time.
Vamos ao jogo
A síntese do encontro é que o Vasco veio mal armado e sofreu dois gols de cara, um aos 3 e outro aos 19. Ficou nas cordas e o Nova Iguaçu se acovardou. Perdeu um jogador e, no segundo tempo, viu o Vasco empatar com um belo gol de Rômulo e um pênalti duvidoso convertido pelo inoperante Marcel, que bateu mal. O bom goleiro Diogo quase pegou.
Depois disso, ele faria outras defesas difíceis, enquanto o Vasco demonstrava uma tremenda autossuficiência, achando que viraria a hora que bem entendesse. Mas não foi assim. Aos 32, o Vasco tomou o gol do marido da Barbie, o William Barbio, que recebeu um passe errado do cansado Felipe. E ainda veio o vexame de levar olé de um time com um a menos. Parecia, como disse no post anterior, que estávamos enfrentando a seleção da Holanda. Mas era só o Nova Iguaçu.
Ê, Vasco. Este 2011 promete. Vexame no Carioca em ano de eleição costuma influir na política do clube. Eurico se agita todo dia. Sei não. Acho que o grupo dele vai acabar voltando a mandar no clube. Infelizmente.
Se cuida, Dinamite. A Taça GB praticamente já voou. São oito anos sem título. A torcida só encolhe. O clube só se apequena. Demita logo o PC e contrate outro técnico, legalize Dedé, Anderson Martins e Eduardo Costa e contrate mais um atacante e um meia decente, para ver se tira o Vasco do atoleiro. Do contrário, vamos ser a sétima força do carioca, atrás até do América, Resende e do Nova Iguaçu. Isso se o vexame não for piorando rodada a rodada.
Veja os melhores momentos:
NOVA IGUAÇU 3 X 2 VASCO
Gols: Alex Morais, aos 3, Maycon, aos 19 minutos do primeiro tempo; Rômulo, aos 7, Marcel, aos 13, e Willian Barbio, aos 32 minutos do segundo tempo. Cartões Amarelos: Rômulo, Allan, Fagner, Fernando e Alex Morais. Cartão Vermelho: Paulo Henrique. Público: 2.162 pagantes. Renda: R$ 39.530,00. Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá.
NOVA IGUAÇU – Diogo; Paulo Henrique, Leonardo Luiz, Alex Moraes e Bruno Cortes; Amaral, Marquinhos, Mossoró (Naylhor) e Uallace (William Barbio); Alex Faria (Luan) e Maycon. Técnico: Josué Teixeira
VASCO – Fernando Prass; Fagner, Cesinha, Fernando e Ramon; Rômulo, Allan (Jeferson), Felipe e Carlos Alberto (Enrico); Eder Luis e Marcel. Técnico: PC Gusmão.
Idiotização tem limite
Alguém pode me dizer quem é o inventor dessa baboseira chamada Paixão de Torcedor, que a Globo inventou nas transmissões. Já tinha me irritado com isso no jogo Flamengo 2 x 0 Volta Redonda. Agora, no jogo do Vasco, de novo tem essa idiotice. Pior: o Vasco ainda está perdendo da seleção da Holanda (não pode ser o Nova Iguaçu, tamanha a diferença técnica entre os dois times) e ainda tenho de aturar esse negócio irritante. Para piorar, o comentarista é um flamenguista, o Júnior.... Vou para o pay-per-view imediatamente.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Um pouco de religião
O terceiro assunto deste blog tem andado de lado. Não é por acaso. Pouca coisa tem ocorrido na área. Mas um tema eu deixei para 2011: a campanha da Associação de Ateus e Agnósticos, a Atea, nos ônibus, brecada pelas empresas de transporte e publicitárias.
Para começar, já é complicado colocar no mesmo bolo ateus e agnósticos. Ateu é quem não acredita em Deus (eu acredito, pois o grafo com maíuscula). Agnóstico é aquele que analisa a questão de forma pragmática e, como não há comprovação científica de que existe, nem de que não existe um (ou o) Deus, coloca-se em "compasso de espera" e segue a vida.
Estas duas correntes, porém, resolveram andar juntas. E queriam veicular as quatro peças abaixo.
As peças, como se vê, demonstram uma forte intolerância, preconceito e atitude manipuladora.
Vamos analisar uma a uma
Primeiro, a que diz que "Religião não define caráter", que coloca lado a lado Hitler e Chaplin, ligando a imagem de quem acredita em Deus na figura de um assassino sanguinário e os ateus a de um cineasta humanitário – a despeito da fantástica obra cinematográfica, e sem nenhuma hipocrisia, Chaplin foi um homem que casou-se com três menores de idade, situação que hoje configuraria, no mínimo, uma tendência à pedofilia ou à sedução de menores.
Pois bem, esta peça é manipuladora ao extremo. Dá a impressão que todo o homem que crê em Deus é um demônio e que todo ateu é bonzinho. Nem a religião define caráter, nem a falta dela. Há ateus dos dois lados. Também há religiosos. Aliar imagens assim chega a ser imoral de tão farsesco.
Vamos agora à segunda: "Se Deus existe, tudo é permitido", com foto do avião atingindo o World Trade Center. Esta, talvez, seja a peça mais equilibrada. Mas peca pela ignorância. Deus não autoriza todos os atos dos humanos, muito menos endossa cada um deles. Para isso temos a nossa justiça. Como não temos compreensão para entender o que é Deus, nos achamos no direito de cometer crimes em seu nome. Também julgamos que podems colocar neste mesmo balaio um pacifista como Mahatma Gandhi, que derrubou a dominação inglesa com paz e morreu perdoando seu assassino. Se Deus não existir, tudo também é permitido, submetido à mesma Justiça. Condenável, mas permitido. Deus não é um proibidor. É um pai que ama até os filhos que o desprezam. A imagem de Deus carrasco, autorizando a morte de inocentes, é medieval e se iguala à ação dos ateus modernos, que julgam que só religiosos podem ser genocidas.
Vamos ao terceiro cartaz: "A fé não dá respostas. Só impede perguntas.", mostrando mãos masculinas atrás das grades, folheando um livro, talvez a Bíblia. Gozado, aqui está o maior tiro no pé da própria Atea. Quantos ateus vocês conhecem que vão atrás das grades recuperar os bandidos? Eu não conheço nenhum. Deve até ter. Mas desconheço sua existência. Agora, quantos religiosos vão se embrenhar nos porões das cadeias, em busca de resgatar estes homens da condição mais miserável? A fé pode não dar respostas, mas enxuga lágrimas. Quantas mães que perderam seus filhos foram consoladas pelo ateísmo? Quantos filhos foram amparados pelo materialismo após perderem seus pais? Nenhum, claro. Ateus e materialistas não conhecem palavras de consolo e esperança, pois tudo termina com a morte.
E, de mais a mais, essa peça coloca no balaio todas as religiões. A minha, por exemplo, não só permite, como incentiva as perguntas, os questionamentos, a capacidade de raciocinar da fé. É muita ignorância e manipulação dos ateus junta...
Por fim, a peça mais cretina de todos. Não há outro adjetivo. É a que está escrito "Somos todos ateus com os deuses dos outros", e mostra fotos de três luminares religiosos de distintas crenças, um deles um Cristo. Não há deuses para monoteístas, mas sim O DEUS. Ora, Cristo não é Deus, Shiva não é Deus, Buda não é Deus. São seus representantes, seus pregadores, seus propagadores, mas não o Deus. O que há é a imcompreensão em entender os mecanismos da fé alheia, mas não o Deus, pois este é, rigorosamente, o mesmo. Manipulação barata de quem não sabe o que é Deus e tenta impor sua ignorância a todos, com um discurso pasteurizado da publicidade.
A campanha da Atea lembra muito a dos que apoiam a liberação das drogas
No Brasil, segundo dados do Censo de 2000, 7,4% da população (ou 12,4 milhões de brasileiros, de acordo com os mesmos dados) não têm religião – e aí estariam incluídos ateus, agnósticos e deístas. Enquetes recentes mostram que 60% dos brasileiros são contrários à liberação das drogas – e os 40% restantes dividem-se entre os que liberam tudo e os que liberam só as chamadas drogas leves, como se isso existisse.
Ateus e pessoas favoráveis ao consumo livre de entorpecentes são uma minoria barulhenta. Minoria que quer impor suas opiniões à maioria silenciosa. Têm o direito de se expressar, claro, desde que seja de forma pacífica, ordeira e sem agressões. Mas o que fazem é agredir com suas peças publicitárias e suas marchas pró isto ou aquilo.
Para começar, já é complicado colocar no mesmo bolo ateus e agnósticos. Ateu é quem não acredita em Deus (eu acredito, pois o grafo com maíuscula). Agnóstico é aquele que analisa a questão de forma pragmática e, como não há comprovação científica de que existe, nem de que não existe um (ou o) Deus, coloca-se em "compasso de espera" e segue a vida.
Estas duas correntes, porém, resolveram andar juntas. E queriam veicular as quatro peças abaixo.
As peças, como se vê, demonstram uma forte intolerância, preconceito e atitude manipuladora.
Vamos analisar uma a uma
Primeiro, a que diz que "Religião não define caráter", que coloca lado a lado Hitler e Chaplin, ligando a imagem de quem acredita em Deus na figura de um assassino sanguinário e os ateus a de um cineasta humanitário – a despeito da fantástica obra cinematográfica, e sem nenhuma hipocrisia, Chaplin foi um homem que casou-se com três menores de idade, situação que hoje configuraria, no mínimo, uma tendência à pedofilia ou à sedução de menores.
Pois bem, esta peça é manipuladora ao extremo. Dá a impressão que todo o homem que crê em Deus é um demônio e que todo ateu é bonzinho. Nem a religião define caráter, nem a falta dela. Há ateus dos dois lados. Também há religiosos. Aliar imagens assim chega a ser imoral de tão farsesco.
Vamos agora à segunda: "Se Deus existe, tudo é permitido", com foto do avião atingindo o World Trade Center. Esta, talvez, seja a peça mais equilibrada. Mas peca pela ignorância. Deus não autoriza todos os atos dos humanos, muito menos endossa cada um deles. Para isso temos a nossa justiça. Como não temos compreensão para entender o que é Deus, nos achamos no direito de cometer crimes em seu nome. Também julgamos que podems colocar neste mesmo balaio um pacifista como Mahatma Gandhi, que derrubou a dominação inglesa com paz e morreu perdoando seu assassino. Se Deus não existir, tudo também é permitido, submetido à mesma Justiça. Condenável, mas permitido. Deus não é um proibidor. É um pai que ama até os filhos que o desprezam. A imagem de Deus carrasco, autorizando a morte de inocentes, é medieval e se iguala à ação dos ateus modernos, que julgam que só religiosos podem ser genocidas.
Vamos ao terceiro cartaz: "A fé não dá respostas. Só impede perguntas.", mostrando mãos masculinas atrás das grades, folheando um livro, talvez a Bíblia. Gozado, aqui está o maior tiro no pé da própria Atea. Quantos ateus vocês conhecem que vão atrás das grades recuperar os bandidos? Eu não conheço nenhum. Deve até ter. Mas desconheço sua existência. Agora, quantos religiosos vão se embrenhar nos porões das cadeias, em busca de resgatar estes homens da condição mais miserável? A fé pode não dar respostas, mas enxuga lágrimas. Quantas mães que perderam seus filhos foram consoladas pelo ateísmo? Quantos filhos foram amparados pelo materialismo após perderem seus pais? Nenhum, claro. Ateus e materialistas não conhecem palavras de consolo e esperança, pois tudo termina com a morte.
E, de mais a mais, essa peça coloca no balaio todas as religiões. A minha, por exemplo, não só permite, como incentiva as perguntas, os questionamentos, a capacidade de raciocinar da fé. É muita ignorância e manipulação dos ateus junta...
Por fim, a peça mais cretina de todos. Não há outro adjetivo. É a que está escrito "Somos todos ateus com os deuses dos outros", e mostra fotos de três luminares religiosos de distintas crenças, um deles um Cristo. Não há deuses para monoteístas, mas sim O DEUS. Ora, Cristo não é Deus, Shiva não é Deus, Buda não é Deus. São seus representantes, seus pregadores, seus propagadores, mas não o Deus. O que há é a imcompreensão em entender os mecanismos da fé alheia, mas não o Deus, pois este é, rigorosamente, o mesmo. Manipulação barata de quem não sabe o que é Deus e tenta impor sua ignorância a todos, com um discurso pasteurizado da publicidade.
A campanha da Atea lembra muito a dos que apoiam a liberação das drogas
No Brasil, segundo dados do Censo de 2000, 7,4% da população (ou 12,4 milhões de brasileiros, de acordo com os mesmos dados) não têm religião – e aí estariam incluídos ateus, agnósticos e deístas. Enquetes recentes mostram que 60% dos brasileiros são contrários à liberação das drogas – e os 40% restantes dividem-se entre os que liberam tudo e os que liberam só as chamadas drogas leves, como se isso existisse.
Ateus e pessoas favoráveis ao consumo livre de entorpecentes são uma minoria barulhenta. Minoria que quer impor suas opiniões à maioria silenciosa. Têm o direito de se expressar, claro, desde que seja de forma pacífica, ordeira e sem agressões. Mas o que fazem é agredir com suas peças publicitárias e suas marchas pró isto ou aquilo.
Assim que se faz
O Flamengo estreou bem ignorou o Volta Redonda, como um time grande de moral deve fazer, e venceu por 2 x 0, gols de Vander e Vanderlei (não é dupla sertaneja). Em São Paulo, os grandes também não perderam: São Paulo 3 x 0 São Bernardo; Santos 3 x 0 Mirassol; o Corinthians ficou no 1 x 1 com o Bragantino, no interior. Ah, Vasco....
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Não gostei
Tempo técnico e mais dois auxiliares? Acho meio demais. Estão querendo transformar o futebol em que? Em basquete? Em vôlei?
Se é para mudar a perspectiva do jogo, que se adote a eletrônica. Câmeras, bolas com chip, soluções não faltam.
Este tempo técnico só serve em caso de partidas em sol forte, para hidratar os jogadores. Os que assisti nos jogos de Vasco e Flamengo foram meras chatices. A TV sequer aproveitou para fazer comercial. Ou seja, de nada servem, assim como os árbitros que ficam atrás dos dois gols. Estão ali só para olhar se a bola entrou? Besteira.
Saudade do tempo em que o futebol era mágico por ser impreciso...
Começou com vexame
O Vasco foi o primeiro time grande a queimar seu filme no Carioca 2011. Perder em casa para o Resende é inadmissível. Ainda mais com o futebol que jogou há pouco: sem a menor criatividade, dependente em excesso do Carlos Alberto e sem referencias no ataque – Marcel foi uma piada.
Coletivamente, o time foi muito mal. Individualmente, sobressaiu o goleiro Fernando Prass, que pegou tudo o que deu, especialmente no primeiro tempo. Se o time do interior do estado do Rio fosse um pouco melhor, já teria saído com vantagem para o intervalo.
No segundo tempo, satisfeito com o 0 x 0, o Resende gastou o tempo com um cai-cai ridículo – como mesmo lembrou um jogador do time no intervalo, o clube estava treinando havia 40 dias, portanto não havia como tanta gente sentir câimbras. O gol de Alexandro, ex-Botafogo, achado no fim do jogo, foi lucro. Mas foi uma vitória justa. Veja o gol abaixo...]
Alguns jogadores vascaínos chamaram a atenção pela má atuação. Felipe, apagado, deveria ter saído. O lateral Fagner também. E Marcel demorou a ser sacado – Patric entrou com mais ânimo e futebol. Outro problema foi o técnico PC Gusmão. Ao mexer no time, tirando o volante Alan (que estava melhor que Rômulo), ele expôs o time e queimou os dois garotos. Poderia ter mantido a dupla de volantes e colocado Misael na vaga de Felipe. Atacaria com mais gente sem desguarnecer lá atrás.
Não sei se escalar o time com dois volantes, Felipe e Carlos Alberto no meio e Eder Luís e Marcel na frente é uma boa. Talvez fosse melhor entrar com Carlos Alberto e Eder Luís na frente e escalar mais um volante ao lado do Felipe. O time fica mais leve na frente, marca melhor atrás e teria mais chegada. Sei que continuaríamos sem um bom atacante. Bom, com Marcel também seguimos sem. Mas vamos observar mais o time... Há que se considerar que o time tinha muitos desfalques (Anderson Martins, Dedé e Eduardo Costa, Zé Roberto, Fellipe Bastos e Jumar).
A lamentar no jogo apenas o comportamento da torcida cruzmaltina. Vaiou Rômulo, do próprio time, sem trégua. Depois, ainda com bola rolando, começou a gritar “time de merda”, para finalizar com gritos de “vergonha” antes do apito final. Torcedor que se preza só vaia após o jogo terminar. A torcida do Vasco, mais uma vez, mostra que não sabe torcer.
Ficha do jogoVASCO 0 X 1 RESENDE
Gol: Alexandro, aos 40 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Ramon (RES), Gabriel, Leonardo, Fagner, Douglas, Felipe. Público: 6.305 pagantes. Renda: R$ 138.980. Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Árbitro: Felipe Gomes da Silva.
VASCO – Fernando Prass; Fagner, Cesinha, Douglas e Ramon; Romulo, Allan (Misael), Felipe e Carlos Alberto; Eder Luis e Marcel (Patric). Técnico: PC Gusmão
RESENDE – Eduardo, Wellington, Anderson Conceição, Rogério e Kim (Tiago Bastos); Leonardo (Fábio), Gabriel, Marcel e Ramon; Alexandro e Marcelo Régis. Técnico: Paulo Campos
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Eu me rendo ao Neymar
Já disse aqui, neste espaço, que achava o Neymar um mimado. Tudo por causa daquele ataque que ele deu, ano passado, ao ser proibido de bater um pênalti.
Pois bem, mudei de opinião. Não sei se ele amadureceu ou se era eu que tinha implicância com o estilo do garoto, que joga muito, mas muitas vezes produz pouco.
Não foi esse Neymar que eu vi hoje de madrugada em campo.
Fiquei acordado até 2h para ver Brasil x Paraguai, estreia de nossa seleção no Sulamericano Sub-20. Um jogo duro, principalmente pela correria e forte marcação dos paraguaios. Se não fossem garotos com menos de 20 anos, eu até arriscaria dizer que havia alguma coisa na laranjada que tomaram. Porém, com 19 anos, dá para correr como os paraguaios fizeram. Mas que foi estranho, foi...
A correria complicou um pouco o time do Ney Franco, mas logo apareceram bons jogadores no nosso time. Um deles foi o volante Casemiro, do São Paulo, autor da bela jogada que resultou em pênalti para o Brasil.
Quem pega a bola para bater? Neymar.
Escaldado pelos erros cometidos ano passado, quando batia mal ao tentar fazer golaço de pênalti, temi pelo pior. Neymar, realmente, voltou a bater mal. Mas bateu sério. Bola no meio, goleiro no canto. Brasil 1 x 0.
Senti, naquele momento, que Neymar estava diferente. Mais sério, mais maduro, mais objetivo, porém sem abrir mão da habilidade. E foi com ela que ele fez 2 x 0. Recebeu um passe em profundidade, cortou dois paraguaios (um caiu sentado no chão) e fuzilou no cantinho. Foi fominha, pois o centroavante Henrique esperava o passe. Mas foi craque. Craque não perde.
No segundo tempo, a seleção complicou o que Neymar facilitou. Especialmente um volante chamado Zé Eduardo, que joga no Parma. Jogo duro e brigado como o de ontem não é para gente de cabeça quente. Em dois lances seguidos ele fez duas faltas duras. Levou amarelo e vermelho.
Complicou ainda mais por que nove dos 10 jogadores em campo sentiram o baque, especialmente o goleiro Gabriel. Acho até que ele sofreu falta no lance de escanteio que originou o primeiro gol paraguaio, mas sua saída para interceptar a bola foi um desastre. No escanteio, ele nada pôde fazer, pois o zagueiro paraguaio entrou sozinho no meio da área. Faltou um volante para acompanhá-lo. Adivinha quem era? Um doce para quem disse Zé Eduardo...
Pois bem, aí veio o dedo do Ney Franco, que tirou um meia ofensivo e recompôs a dupla de volantes defensiva, segurando a barra da zaga e mantendo a dupla de ataque. E veio também o segundo tempo do show do Neymar.
Primeiro, marcando um gol de raça, feio, brigado e de cabeça.
Uma ducha de água gelada nos paraguaios, que pensavam poder empatar.
Logo em seguida, Neymar fechou o caixão com uma obra prima. Recebeu um lançamento longo, olhou o goleiro saindo e deu um toquinho de leve, por cobertura, perfeito. Brasil 4 x 1, fatura liquidada.
Claro que ainda teve mais emoção. Neymar brincou de prender a bola no ataque, apanhou como gente grande e o Brasil conseguiu levar um gol em outra falha do goleiro e ainda ter o centroavante Henrique expulso, pela segunda falta violenta. Mas o 4 x 2 foi justíssimo.
Mais justo seria dizer Neymar (e mais 10, 9 ou 8, tanto faz) 4 x 2 Paraguai.
Nem a laranjada paraguaia segurou o garoto... Quatro gols... Uau!!!
Não viu o jogo? Dá uma olhada nos melhores momentos clicando no link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=jHcl7sKIrcQ
Enfim eu reconheço: é craque. E vai longe. Em 2014 ele terá 22 anos. Logo, podemos ter esperanças de vê-lo em campo também em 2018 e 2022. Bom demais...
Pois bem, mudei de opinião. Não sei se ele amadureceu ou se era eu que tinha implicância com o estilo do garoto, que joga muito, mas muitas vezes produz pouco.
Não foi esse Neymar que eu vi hoje de madrugada em campo.
Fiquei acordado até 2h para ver Brasil x Paraguai, estreia de nossa seleção no Sulamericano Sub-20. Um jogo duro, principalmente pela correria e forte marcação dos paraguaios. Se não fossem garotos com menos de 20 anos, eu até arriscaria dizer que havia alguma coisa na laranjada que tomaram. Porém, com 19 anos, dá para correr como os paraguaios fizeram. Mas que foi estranho, foi...
A correria complicou um pouco o time do Ney Franco, mas logo apareceram bons jogadores no nosso time. Um deles foi o volante Casemiro, do São Paulo, autor da bela jogada que resultou em pênalti para o Brasil.
Quem pega a bola para bater? Neymar.
Escaldado pelos erros cometidos ano passado, quando batia mal ao tentar fazer golaço de pênalti, temi pelo pior. Neymar, realmente, voltou a bater mal. Mas bateu sério. Bola no meio, goleiro no canto. Brasil 1 x 0.
Senti, naquele momento, que Neymar estava diferente. Mais sério, mais maduro, mais objetivo, porém sem abrir mão da habilidade. E foi com ela que ele fez 2 x 0. Recebeu um passe em profundidade, cortou dois paraguaios (um caiu sentado no chão) e fuzilou no cantinho. Foi fominha, pois o centroavante Henrique esperava o passe. Mas foi craque. Craque não perde.
No segundo tempo, a seleção complicou o que Neymar facilitou. Especialmente um volante chamado Zé Eduardo, que joga no Parma. Jogo duro e brigado como o de ontem não é para gente de cabeça quente. Em dois lances seguidos ele fez duas faltas duras. Levou amarelo e vermelho.
Complicou ainda mais por que nove dos 10 jogadores em campo sentiram o baque, especialmente o goleiro Gabriel. Acho até que ele sofreu falta no lance de escanteio que originou o primeiro gol paraguaio, mas sua saída para interceptar a bola foi um desastre. No escanteio, ele nada pôde fazer, pois o zagueiro paraguaio entrou sozinho no meio da área. Faltou um volante para acompanhá-lo. Adivinha quem era? Um doce para quem disse Zé Eduardo...
Pois bem, aí veio o dedo do Ney Franco, que tirou um meia ofensivo e recompôs a dupla de volantes defensiva, segurando a barra da zaga e mantendo a dupla de ataque. E veio também o segundo tempo do show do Neymar.
Primeiro, marcando um gol de raça, feio, brigado e de cabeça.
Uma ducha de água gelada nos paraguaios, que pensavam poder empatar.
Logo em seguida, Neymar fechou o caixão com uma obra prima. Recebeu um lançamento longo, olhou o goleiro saindo e deu um toquinho de leve, por cobertura, perfeito. Brasil 4 x 1, fatura liquidada.
Claro que ainda teve mais emoção. Neymar brincou de prender a bola no ataque, apanhou como gente grande e o Brasil conseguiu levar um gol em outra falha do goleiro e ainda ter o centroavante Henrique expulso, pela segunda falta violenta. Mas o 4 x 2 foi justíssimo.
Mais justo seria dizer Neymar (e mais 10, 9 ou 8, tanto faz) 4 x 2 Paraguai.
Nem a laranjada paraguaia segurou o garoto... Quatro gols... Uau!!!
Não viu o jogo? Dá uma olhada nos melhores momentos clicando no link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=jHcl7sKIrcQ
Enfim eu reconheço: é craque. E vai longe. Em 2014 ele terá 22 anos. Logo, podemos ter esperanças de vê-lo em campo também em 2018 e 2022. Bom demais...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A volta do melhor futebol
Que me perdoem os paulistas, mas agora o melhor futebol do Brasil é, de novo, o carioca. Flamengo e Fluminense montaram times de primeira linha. Vasco e Botafogo, embora um pouco atrás, têm bons elencos. Os quatro, motivados e com salários em dia, fazem frente a qualquer time paulista.
Neste fim de semana, três deles mostraram seus times em campo. Assisti, claro, ao jogo do Vasco. E posso garantir que Carlos Alberto está afim de jogar. Perdeu um pênalti, batendo muito mal, mas foi o motor do time. Os reforços melhoraram o grupo, que é mediano. O zagueiro Anderson Martins, autor do gol da vitória por 1 x 0 sobre o Cerro Porteño-PAR, é muito melhor que qualquer um que jogou ao lado do Dedé na temporada passada. O Eduardo Costa me pareceu mais motivado que o Rafael Carioca, que passou 2010 jogando com cara de nojo. Na frente é que segue o problema: Marcel não me deu esperanças. Se o Zé Roberto fosse um cara mais afim de jogar bola, não me preocuparia. Mas ele deve ir embora, agora ou no meio do ano. Assim, o comando de ataque é, de novo, o problema vascaíno.
Peguei um vídeo com o gol do Vasco. Veja que o Carlos Alberto, no lance da falta, partiu para cima, como nos bons tempos.
O Flamengo, ainda sem o superstar Ronaldinho Gaúcho e sem o bom Thiago Neves, suou para vencer o América-MG. De bom, só este Vander, do Bahia. O problema do Flamengo vai ser a defesa. Tirando o goleiro-encrenqueiro e o Leo Moura, o resto é de qualidade duvidosa.
Veja o vídeo com os gols e com o Ronaldinho Gaúcho, no banco.
O Botafogo também veio com caras novas – Arévalo, Rodrigo Mancha, Éverton, João Felipe, Lucas e mais um monte de gente. Passou por cima do Democrata-GV: 5 x 1. Bom sinal. O time não achou que era amistoso festivo e castigou o adversário. Vai preocupar.
Quem não jogou foi o Fluminense, que está atrás de um centroavante para substituir o Washington, aposentado. Um conselho aos tricolores: desistam de Élton. É pouco gol para muita marra. É melhor mesmo trazer o Araújo.
Neste fim de semana, três deles mostraram seus times em campo. Assisti, claro, ao jogo do Vasco. E posso garantir que Carlos Alberto está afim de jogar. Perdeu um pênalti, batendo muito mal, mas foi o motor do time. Os reforços melhoraram o grupo, que é mediano. O zagueiro Anderson Martins, autor do gol da vitória por 1 x 0 sobre o Cerro Porteño-PAR, é muito melhor que qualquer um que jogou ao lado do Dedé na temporada passada. O Eduardo Costa me pareceu mais motivado que o Rafael Carioca, que passou 2010 jogando com cara de nojo. Na frente é que segue o problema: Marcel não me deu esperanças. Se o Zé Roberto fosse um cara mais afim de jogar bola, não me preocuparia. Mas ele deve ir embora, agora ou no meio do ano. Assim, o comando de ataque é, de novo, o problema vascaíno.
Peguei um vídeo com o gol do Vasco. Veja que o Carlos Alberto, no lance da falta, partiu para cima, como nos bons tempos.
Veja o vídeo com os gols e com o Ronaldinho Gaúcho, no banco.
O Botafogo também veio com caras novas – Arévalo, Rodrigo Mancha, Éverton, João Felipe, Lucas e mais um monte de gente. Passou por cima do Democrata-GV: 5 x 1. Bom sinal. O time não achou que era amistoso festivo e castigou o adversário. Vai preocupar.
Quem não jogou foi o Fluminense, que está atrás de um centroavante para substituir o Washington, aposentado. Um conselho aos tricolores: desistam de Élton. É pouco gol para muita marra. É melhor mesmo trazer o Araújo.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Uma ofensa a quem trabalha pela sociedade
O novo titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Pedro Abramovay, começou sua gestão com o pé esquerdo. Em entrevista ao excelente repórter Jailton Carvalho, de O Globo, ele revelou ser favorável a um projeto que acabe com a prisão do “pequeno traficante”. Ele explica que personagem é este: trata-se do sujeito que vende drogas para financiar o próprio vício. O argumento do secretário é que, nos últimos quatro anos, das 70 mil pessoas que foram presas, 40 mil poderiam ser enquadradas como “pequenos traficantes”.
Felizmente, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, descartou a possibilidade de o governo encampar uma ideia dessas.
Mas não dá para deixar de registrar que a tese defendida por Abramovay é mais uma cretinice em relação ao tráfico, comércio e consumo de drogas ilícitas no País, cometida por alguém que tem poder.
A primeira delas foi o fim das penas para os usuários. Apesar de, no Brasil, continuar a ser crime produzir, vender e usar, não há mais penas para quem puxa seu fumo, queima sua pedra, cheira seu pó ou injeta sua heroína.
Liberou-se, desta forma, de maneira informal, o uso de drogas no Brasil.
Mas ficaram no ar as perguntas a seguir:
1) Se é proibido vender e produzir, como é que pode consumir?
2) Não é o consumidor que sustenta as fases anteriores?
Na verdade, ao liberar o consumo, subliminarmente, pretendia-se matar dois coelhos com uma cajadada só. As cadeias seriam desafogadas dos usuários, que realmente não deveriam ficar presos junto a bandidos de alta periculosidade. Ao mesmo tempo, livrava-se a cara das classes média e alta, que sempre deram as cartas neste país e cujos filhos (e hoje também os pais e mães) são os grandes financiadores dos barões da droga.
Sempre fui contra que se trancasse o usuário, de qualquer classe social, numa cela imunda, cercado de marginais perigosos, para que ele fosse esquecido pelo sistema, torturado por policiais sádicos e abusado sexualmente pelos “colegas de infortúnio” e saísse dali ainda pior, mais revoltado e se sentindo injustiçado.
Isso não quer dizer que acho que ele deveria sair impune após violar a lei.
Quem é flagrado usando drogas comete um crime de menor potencial ofensivo. Que este crime seja pago com penas alternativas. Que o usuário limpe ruas, pinte muros de escolas públicas, ajude com sua profissão os desvalidos.
Pelo quantitativo de viciados e usuários, os mais pobres agradeceriam. Além disso, se fosse um viciado contumaz, antes da pena alternativa deveria ser encaminhado para uma internação em instituição de qualidade, independente de sua classe social. Tempo para se tratar e trabalho regenerador. Dois pilares para a correção de qualquer cidadão.
Não. Em vez disso, as autoridades decidiram pela impunidade, para encobrir sua incompetência ao tratar do combate às drogas e aos traficantes.
As famílias mais abastadas se tranqüilizaram, pois seus filhos não seriam mais criminosos, só quem vende para eles. O sistema se aliviou de presos “bagrinhos”, aqueles que não têm importância. Só quem comemorou foi o traficante. O cliente estava livre, leve e solto. Não iria faltar mais dinheiro na boca de fumo.
Faltava, porém, resolver o resto do problema: como fazer do negócio uma coisa legal, mas sem pagar impostos?
Sugestões como esta, de Pedro Abramovay, ajudam os traficantes.
É de uma infantilidade imbecil acreditar que o grande traficante não aproveitaria esta brecha. Há muito tempo que eles usam a própria lei para driblar as proibições.
Foi assim, por exemplo, com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Traficantes usaram e usam meninos pobres, integrantes de comunidades carentes, como “mulas”, “aviões”, “fogueteiros”, matadores e outros bichos na estrutura do tráfico. Fazem isso por que menores não cumprem pena em presídio. Passam por medidas socioeducativas de, no máximo, três anos, nas chamadas instituições especializadas (uma cadeia mais branda, na verdade).
Desta forma, garotos que antes não ingressariam no crime organizado viraram sequestradores, latrocidas, homicidas, traficantes, quadrilheiros. A lei tinha uma brecha. O bandido se aproveitou dela. Ele não precisava mais puxar 30 anos de prisão ao matar um desafeto. Mandava seu soldadinho de 17 anos para fazer o serviço. Se fosse apreendido, aos 20 o garoto estava de volta. E no ponto para ser seu gerente, braço direito e tudo mais.
Se os traficantes fizeram isso com o nobre Estatuto da Criança e do Adolescente, que teve o mérito de desmascarar, para a nossa sociedade, o anteriormente silencioso crime da pedofilia, como não pensar aonde eles poderiam chegar com a liberdade ao “pequeno traficante”?
Um “dono de morro” carioca, por exemplo, fracionaria as quantidades de venda a níveis mínimos, para que seus muitos vendedores possam ser classificados como “pequenos traficantes”. Aumentaria a quantidade dos antigos “aviões” e “esticas”. A legalização do “pequeno traficante” diminuiria ainda o valor pago por cabeça aos vendedores, pois aumentaria o risco de apreensão do material, derrubando o “salário” do tráfico. Como bons capitalistas, os traficantes maximizariam ganhos para cobrir eventuais prejuízos – que nem sempre ocorreriam. O resultado é que esta corja ficaria ainda mais rica. Mais dinheiro, mais poder. Poder de comprar armas, poder de corromper policiais corruptos, poder de eleger quem não os perturbará.
Sentiu o perigo?
O Estado não pode continuar a se negar a fazer seu papel, que é o de aprimorar as leis, prender os bandidos e limpar as ruas para os cidadãos de bem. Pagamos impostos para que a máquina estatal nos forneça vários serviços. Educação de qualidade é um deles. Saúde decente, outro. Segurança pública, mais um.
Em vez de nos oferecerem uma escola pública (e gratuita) de qualidade, capaz de eliminar as diferenças sociais, os diversos níveis de governo deste País nos dão uma universidade pública que só vai ser alcançada pelos filhos das elites e por uns poucos cotistas.
No lugar de uma saúde que funcione para todos os cidadãos, os governos nos dão um sistema que é bom para os poderosos. Experimente usar os hospitais públicos das cidades. São quase todos um lixo. Vá a uma clínica ou unidade de funcionários públicos, ou tenha acesso a seus planos de saúde. Um luxo só.
Agora é com a segurança. Estamos à mercê de bandidos em todas as cidades brasileiras. E para desafogar as cadeias, um luminar do governo federal sugere a criação da figura do “pequeno traficante”, o que liberaria a venda das drogas, pois o uso já estava livre.
Tudo errado.
Fui, por oito anos, de 1995 a 2003, um dependente químico. Portanto, fui um financiador da corja de criminosos que assola o País. Comprei cocaína das mãos de “aviões” em favelas, de “esticas” no asfalto (como flanelinhas, mendigos falsos e até donos de bares). Fui cliente de “pequenos traficantes”, aqueles que, segundo Abramovay, seriam uns coitados que vendem para sustentar o vício.
Só para informação do ilustre secretário, um dos “pequenos traficantes” que conheci morava em apartamento próprio na Gávea (RJ). Outro alugava um em Copacabana (RJ). Outro morava em Águas Claras (DF) e tinha carro do ano. Um era servidor público. Outro era comerciante. Alguns até usavam o produto. Não todos. Um tinha horror a drogas. Todos vendiam pequenas quantidades a clientes seletos.
Acredite, este é o mundo das drogas e suas várias nuances...
O bravo Pedro Abramovay, amigo do “pequeno traficante”, precisa visitar um grupo de apoio a dependentes químicos e familiares. Há milhares neste País. Sou voluntário, junto com minha esposa, em um deles, em parte para corrigir a trajetória miserável da minha existência entre 1995 e 2003, em parte por que ajudar aos outros faz bem a eles e a mim. Existem grupos laicos, religiosos, motivacionais, enfim, de todos os tipos. Nestes locais, ouve-se de tudo. Secam-se lágrimas de quem está cansado de usar, de quem não consegue parar, de quem está exausto de ver seu pai, seu filho, seu marido, sua esposa, seu amigo numa roubada. Estes grupos tratam os doentes pelo vício, ajudam os que estão “experimentando” a sair dessa, apoiam os que estão fragilizados pela perda da lucidez ou da vida de um parente querido. Só depois de ir a alguns destes grupos, apresentar sua ideia e esperar a chuva torrencial de reclamações, protestos e vaias é que ele deveria se manifestar publicamente.
Ao ouvir as dores de quem está ou esteve nessa, Abramovay, com certeza, iria entender por que 75,89% dos internautas que participaram da enquete do jornal O Globo rejeitam sua ideia estapafúrdia. É que ela é ilegal, imoral e ofensiva aos dependentes químicos, aos que hoje são dependentes químicos que não usam drogas (os chamados ex-adictos), aos co-dependentes (os familiares dos usuários) e à sociedade como um todo. Ofende até mesmo os 24% que acham genial que se possa usar e vender drogas em pequenas quantidades no Brasil, mas que são contra distribuí-las em grandes partidas ou fabricá-las, sem explicar como isso pode ocorrer.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O primeiro gol do Governo
Por questões profissionais, não devia mais dar pitaco em política neste blog. Mas não resisti. Quem me conhece sabe que não votei em ninguém na eleição passada, até por estar a 800 quilômetros do meu domicílio eleitoral. Mais: meus amigos sabem que sou contra a condução do PT no Governo Federal, por copiar e aprimorar as práticas políticas mais baixas que outros partidos criaram, especialmente o PMDB. Me considero um cidadão de centro-direita, pois sou contra a liberação de drogas, a legalização do aborto e outras aberrações pregadas pela extrema esquerda porralouca que ameaça tomar conta do País. Há quem me chame de neoliberal e direitão. Pode ser. Mas é bom lembrar que, se tenho posições fechadas nestes temas, sou a favor do casamento civil entre homossexuais (o religioso deixo a critério de cada religião ou seita, que são livres para estabelecer seus códigos canônicos da porta para dentro de seus templos) e sou contra a pena de morte, dispositivo muito aceito e usado pelos comunas em locais como Cuba (que conheço de perto), União Soviética e Romênia, para ficar por aqui.
Jamais votaria na Dilma para presidente. É bom esclarecer que também não daria meu voto ao Serra – aliás, nunca votei nele, pois até 2002 acreditava no Lula, mas bastaram quatro anos de governo para que eu desacreditasse e, em 2006, desse meu voto a Cristovam Buarque no primeiro turno e anulasse no segundo, pois nem Lula ou Geraldo Alckmin merecia meu voto. Em 2010, talvez votasse na Marina.
Esta rejeição a Dilma não quer dizer que eu terei uma postura de absoluta antipatia e oposição sistemática a seu governo. Se ela mantiver o Congresso como Lula manteve, serei contra. Se agir como FHC, também serei contra. Se conseguir negociar com os parlamentares em termos racionais, sem apelar para mensalões e outras abjeções, mas apenas pelo bem do Brasil, posso até pensar em dar meu voto a ela em 2014.
Dilma, neste momento, está em “estágio probatório” em relação a meu voto.
Desta forma, começo a aplaudir seu governo após a entrevista do chanceler Antônio Patriota à revista Veja. Publicada neste último domingo, ela reitera a posição de Dilma, que fez críticas no ano passado, após ganhar as eleições, às ações discriminatórias do regime iraniano em relação às mulheres. Na época, já tinha simpatizado com a classificação de “prática medieval” para o apedrejamento de mulheres – por favor, não me classifiquem essa atitude despudoradamente machista e aviltante do regime iraniano como cultura, sob pena de eu achar que estou falando com um idiota.
Agora, o chanceler Patriota (nome adequado para um chanceler) indica que haverá uma revisão no que tange às relações com o Irã, país governado por uma horda de fanáticos religiosos absolutamente irracionais, machistas e perigosos. Espero, porém, que esta mudança de posicionamento atinja ainda outros pontos, como condenação às bobagens proferidas pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, a maior delas a negação do holocausto contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Foi bom ver o presidente iraniano ligando para o embaixador brasileiro para reclamar da posição de nossa presidente (e não presidenta) após a entrevista que ela deu ao Washington Post em novembro do ano passado. Mas vai ser melhor se ela mantiver distância de lunáticos como Ahmadinejad, coisa que Lula não teve a capacidade de fazer. Graças ao seu efeito teflon, que permite que nada grude nele, foi possível a Lula ter boa convivência com gente tão diferente como Sarkozy, Obama, Ahmadinejad e Chávez. Ao que tudo indica, Dilma sacou que essa não é a praia dela e que, portanto, será preciso ter uma boa política externa e posições claras para ser boa presidente.
Marcou seu primeiro ponto comigo.
Agora espero outros.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O inesquecível Sanon
Falei ontem do Zaïre aqui no blog e me lembrei de outro time impressionantemente frágil que disputou a Copa do Mundo de 1974. Trata-se do Haiti, outro país que só descobri existir graças à competição (lembrando que na época eu tinha 9 anos). A presença dos haitianos na Copa do Mundo foi, por si só, uma grande surpresa, já que eles deixaram de fora um cliente tradicional das Copas, o México, ganhando a única vaga reservada à época para a Concacaf (confederação que reúne países das Américas do Norte e Central e do Caribe).
Lembro que, na época, a bandeirinha haitiana me chamou a atenção. Reproduzida ao lado, ela, ao lado do álbum de figurinhas, que mostro abaixo, foram os primeiros contatos com aquela seleção que se tornaria uma das piores da Copa – o Mundial de 1974, aliás, produziu duas das três piores seleções do ranking de todas as copas, com o Haiti em 74º e o Zaïre em 75º, seleções que ficam à frente apenas de El Salvador, a pior de todas as Copas, com duas participações, seis derrotas em seis jogos, 22 gols sofridos e o único marcado justamente na goleada por 10 x 1 da Hungria, em 1982, a maior de todos os Mundiais.
Passeio nas eliminatórias
A campanha do Haiti nas eliminatórias foi repleta de vitórias, justificando a conquista do título de campeã da Concacaf em 1973. Para começar, um 7 x 0, em casa, sobre Porto Rico e um 5 x 0 fora. Depois, no hexagonal final, a surpresa: em cinco jogos, quatro vitórias (3 x 0 nas Antilhas Holandesas, 2 x 1 em Trinidad e Tobago, 1 x 0 em Honduras e 2 x 1 na Guatemala) e uma derrota (México 1 x 0). A campanha foi tão boa que a vaga veio com uma rodada de antecedência.
O problema não era a classificação. Era o que fazer na Copa. Os 22 jogadores convocados por Antoine Tassy iriam encarar as seleções do Grupo 4: Itália, então vice-campeã mundial, mas com um time envelhecido, Argentina e a Polônia, esta uma surpresa nas eliminatórias por tirar nada menos que a Inglaterra da Copa.
Sanon surpreende o mundo
A estreia, em 15 de junho de 1974, foi contra a Itália. O primeiro tempo foi todo dos europeus, que perderam chances incríveis na cara do excelente goleiro Henri Francillon. A primeira etapa fechou num surpreendente 0 x 0 e, logo a 1 minuto do segundo tempo, o Haiti deixou o mundo de boca aberta. Emanuel Manno Sanon, maior atleta haitiano do século passado, recebeu um lançamento em um contra-ataque, passou pela defesa, driblou Dino Zoff (que em 1982 levantaria a taça de campeão do Mundo) e estufou as redes italianas.
Sanon, que morreu em 21 de fevereiro de 2008, vítima de um câncer de pâncreas, lembrou, em entrevista concedida pouco antes de morrer, que ele e os colegas ficaram muito abalados com o fato de os jornais alemães, na véspera do jogo, ignorarem a seleção haitiana. O gol era uma forma de desabafo diante do descaso. Veja uma foto de Sanon e de Zoff após o jogo.
Mas o jogo foi todo em favor da Itália, que perdeu gols inacreditáveis, embora quase tenha tomado os segundo. No final, os 3 x 1 foram justos pela incompetência dos italianos ao marcar e pela aplicação dos haitianos em defender. Confira abaixo os lances da partida.
A máquina de triturar dos poloneses
O bom astral dos haitianos iria acabar no segundo jogo, em 19 de junho de 1974. A Polônia – seleção que faria a invejável campanha de seis vitórias e uma derrota apenas, igual à da campeã mundial Alemanha Ocidental e superior à da sempre badalada seleção da Holanda – foi impiedosa e meteu 7 x 0, com três gols de Szarmach, dois de Lato, artilheiro daquela Copa, e um de Deyna e outro de Gorgon. Um massacre que, se você quiser, confere abaixo.
Mais um de Sanon
Como a Polônia parecia imbatível e Itália e Argentina terminaram o encontro empatadas em 1 x 1, a última rodada do grupo trazia para essas seleções desafios distintos. Os italianos tinham de conseguir um empate contra os poloneses, já que a Argentina perdera por apenas um gol de diferença. Os portenhos tinham de vencer o Haiti por mais de dois gols de diferença e torcer para a Itália perder da Polônia.
A Argentina jogou sério, abriu 2 x 0 no primeiro tempo, fez o terceiro logo no início do segundo período, mas eis que Manno Sanon resolveu complicar as coisas e fez o segundo dele na Copa. Como a Polônia vencia por 2 x 0, a vaga estava garantida, mas era preciso mais um. Yazalde fez 4 x 1 para a Argentina e mesmo com Capello (o hoje treinador da Inglaterra, Fábio Capello) diminuindo no fim, a vaga estava garantida.
Eu no Haiti
O Haiti nunca mais me saiu da cabeça, desde então. Mantive uma relação de carinho com o país caribenho, de população negra e que fala francês, sempre acompanhando o que ocorria em sua política, com a derrubada da ditadura de Papa Doc e Baby Doc e o fim dos temidos Tontons Macoutes, a guarda presidencial que cometia atrocidades em nome do regime.
Acompanhei os governos que se sucederam e a deposição de Jean-Bertrand Aristide. E tive a oportunidade de ver de perto a situação desesperadora dos haitianos ao ser convidado para cobrir o Jogo da Paz, o Brasil 6 x 0 Haiti, ocorrido em 2004. Uma experiência de bagunçar o interior de qualquer um. Nas ruas da capital Porto Príncipe, a caminho do estádio, em um veículo de guerra, vi uma mãe dar banho no filho na água imunda de um esgoto, a única disponível. Vi também gente pobre e humilde que cercava a delegação, da qual eu fazia parte, desde sua chegada ao aeroporto. Milhares de haitianos, à espera de um aceno, de um beijo jogado, de uma camisa do Brasil ou de um autógrafo de um brasileiro, mesmo de um jornalista como eu.
Quer sentir um pouco da minha emoção? Veja este vídeo e diga o que achou.
Um dia, quem sabe, o mundo se lembrará do Haiti. Eu nunca esqueci.
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