quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entre a burrice e a xenofobia

Vai ter gente achando "legal". Outros, "criativo". E tem sempre os que vão querer descontextualizar a xenofobia e classificar isso como humor. Na minha modesta opinião, trata-se de burrice institucional que leva ao preconceito xenófobo e a uma certa tara.
Do que eu estou falando?
Da "brilhante" campanha da cidade paulista de Barretos contra a dengue.
Abaixo reproduzo duas peças desta aberração que está nas ruas da cidade em forma de outdoor. Além de esteticamente feias, uma das duas peças publicitárias abaixo liga a imagem da dengue aos argentinos, ao vestir o mosquito transmissor com a camisa da seleção argentina.
Gostaria de saber quem foi o autor disso. É um equivocado. No caso do mosquito, ele iguala os argentinos (ainda que os futebolistas) a insetos. Preconceituoso. Depois, passa a imagem de que a dengue vem de lá, quando se sabe que doença não respeita fronteira. Ou seja, é um conceito cheio de ignorância.
Não satisfeito, o publicitário em questão apela para uma foto de mulher de biquíni no segundo outdoor para criar um falso drama, quando quer, na verdade, é colocar na rua uma peça com tom erótico. E erotismo de gosto duvidoso, diga-se de passagem. Repare o grau erótico-probido, já que a suposta moça é menor (se ela faria 17 anos é por que é uma menor...). Ou seja, estamos diante de um fetichista (para dizer o mínimo) e xenófobo.
Claro que a aberração mostrada abaixo deu o que falar e gerou protestos do Ministério da Saúde argentino. Tem de ser retirada logo dos outdoors da cidade. E, claro, a prefeitura da cidade de Barretos deveria também demitir o diretor do departamento de comunicação, Marcelo Murta, que aprovou isso com os argumentos irresponsáveis de que as peças "chocam" e "são polêmicas".
De quebra, a prefeitura poderia aprovaitar para rescindir o contrato da agência de publicidade que bolou esta campanha ridícula, por incompetência e criação preconceituosa.



Em tempo: já tive reservas contra os argentinos, que acabaram quando visitei o país, por duas vezes. Esqueçam os argentinos que vêm ao Brasil e que visitam Rio e Florianópolis. O povo que vive lá é outra coisa.

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