Vamos falar a verdade: o Vasco está sem rumo. Não só pelo que mostra dentro de campo, mas principalmente pelo que está ocorrendo fora dele. O meia Felipe não fala com Rodrigo Caetano, gerente de futebol. Ontem, depois da derrota vexatória para o Boavista, a terceira seguida no carioca para um time bagaça, abandonou a delegação e foi embora, sem falar que, ao ser substituído aos 36 minutos do primeiro tempo, sequer olhou na cara do ainda treinador PC Gusmão.
Além disso, Carlos Alberto e o presidente Roberto Dinamite discutiram no vestiário depois do jogo. Pelo nível da conversa, fica claro que a nau vai a pique. Sente só...
Roberto entrou no vestiário cobrando resultado, após a terceira derrota seguida. E Carlos Alberto foi nos peitos do presidente vascaíno:
“Você acha que a gente quer perder, está fazendo de propósito?”, rebateu.
“Mas eu sou um cara vencedor, quero vencer sempre”, disse Dinamite.
“E você acha que é fácil, que eu gosto de ser vaiado, xingado pela torcida?”, devolveu Carlos Alberto, na presença de todos.
“Mas eu sou um cara vencedor, quero vencer sempre”, disse Dinamite.
“E você acha que é fácil, que eu gosto de ser vaiado, xingado pela torcida?”, devolveu Carlos Alberto, na presença de todos.
Apoiei o Dinamite, mas fica a pergunta: que autoridade ele tem? Leva uma peitada dessas e não faz nada. Vê o time perder três seguidas, dos poderosos Resende, Nova Iguaçu e Boavista e diz que o time vai sair do buraco “com PC, com PC ou com PC”? Como, Dinamite, o PC, que meteu o time neste buraco, vai resgatá-lo de lá. Somos piada para todo mundo... Pelo amor de Deus, esqueça o fato de o PC ter largado o Ceará para ir para o Vasco. Isso é upgrade na carreira de qualquer um, mas você está transformando isso em dívida de gratidão eterna.
E agora? Vai deixar o PC nos colocar na segundona carioca? Vamos virar um Botafogo anos 70-80 ou um América?
Bom, vamos ao jogo...
O jogo foi a mesma toada de sempre. Vasco com a bola no pé, tocando, tocando, tocando, sem a menor objetividade. A defesa, como sempre, com qualquer dupla de zagueiro, dando mole o tempo todo, por estar exposta. Nem Eder Luis (muito mal no geral), nem Marcel, nem Felipe, nem Carlos Alberto marcam. Sem combate, todo mundo entra como quer na zaga vascaína, ainda mais que os laterais avançam juntos. Rômulo, nervoso e perseguido pela torcida, nada acerta. O resto apenas se vira.
E com isso o Boavista foi tomando gosto. Achou o primeiro gol, numa falta que era um cruzamento e acabou dentro do gol, aos 16 minutos do primeiro tempo. Aumentou aos 27 com uma tabelinha de cabeça dentro da área, com o Fernando Prass mal colocado nos dopis lances. E olha que ele foi o melhor do Vasco, pois ainda salvou dois gols certos em cada tempo.
PC mexeu no time ainda no primeiro tempo e nada resolveu. O time está sem confiança. Até reagiu no segundo tempo, diminuiu com Marcel, mas, no fim, levou mais um em contra-ataque. Foi justo. O Vasco não está jogando nada. Ainda bem que, no domingo estarei bem longe. Não vou ver um novo vexame, contra o Flamengo. A Taça Guanabara já era. Vamos tentar não cair, pelo amor de Deus. Aí é vergonha demais.
BOAVISTA 3 X 1 VASCO
Gols: Tony, aos 16, e Frontini, aos 27 minutos do primeiro tempo, Marcel, aos 12, e André Luis, aos 43 minutos do segundo tempo. Local: Engenhão. Árbitro: João Batista de Arruda. Cartões Amarelos: Carlos Alberto (Vasco) e Roberto Lopes e André Luis (Boavista)
VASCO – Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon (Max); Eduardo Costa, Rômulo, Felipe (Jeferson) e Carlos Alberto; Eder Luis (Enrico) e Marcel. Técnico: PC Gusmão.
BOAVISTA – Thiago, Joílson, Gustavo, Santiago e Edu Pina (Pessanha); Roberto Lopes (Julio Cesar), Thiaguinho, Erick Flores (Fábio Fidélis) e André Luis; Tony e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio.
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