segunda-feira, 11 de junho de 2012

A desumanidade do ser humano

Na madrugada de sexta-feira, um crime chocou Brasília. Dois homens invadiram o restaurante Xique-Xique, na 107 Sul, coração de Brasília, por volta de 1h. Anunciaram um assalto, mataram o segurança Antônio da Silva Ferreira, de 43 anos, e feririam com uma facada no rosto o caixa Jacinto Souza Costa. Fugiram sem nada levar.
Tudo isso pertinho de um Batalhão de Trânsito da PM. A grita foi rápida. Por isso, precipitada.
Ok, Brasília está longe de ser o paraíso de tranquilidade que conheci em 1998, mas sempre preferi guardar uma certa calma nestes casos, talvez até por já ter sido repórter de polícia no passado. Uma experiência que me fez conhecer profundamente o lado sombrio do ser humano.
No sábado, a Polícia Civil de Brasília apresentou, em tempo recorde, os assassinos do segurança. Um deles era ex-empregado do estabelecimento. Chama-se Halley Rodrigues de Carvalho, tem 22 anos e foi demitido por mau comportamento. Suas brigas com Jacinto erma constantes.
Para se vingar dele, convidou o amigo Felipe de Silva França, de 24 anos, para fazer um assalto. Felipe foi para roubar. Halley, para matar Jacinto. Felipe não sabia que iria virar assassino. Esperava ser só ladrão. Vai ter de assinar dois 121, um deles combinado com o artigo 14 e ambos com o artigo 157.
No fim das contas, Halley e Felipe viraram homicidas e latrocidas. Jacinto, o alvo da vingança, escapou. Antônio, que não tinha nada com a divergência dos dois, morreu.
Em tempo: apesar de a coisa andar feia por aqui, palmas para a Polícia Civil, que desvendou mais um caso e mostrou à sociedade como o ser humano pode ser terrivelmente desumano. E dê-se um desconto para a PM, pois é o típico crime que não há como evitar, muito embora uma rondazinha no fechamento dos bares seja sempre recomendável para evitar os assaltos de verdade.

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