Outra tática é ser incisivo. A outra é ser acusador. E a última é se fazer de vítima.
Perillo combinou todas estas fórmulas.
Foi incisivo ao dizer o seguinte "nunca fiz negócio com Cachoeira". Isso mesmo tendo vendido uma casa que foi, misteriosamente, parar com o mafioso megalobista.
Fez-se de coitado ao dizer que era vítima de "fatos distorcidos e informações descabidas".
Representou o acusador ao jogar a batata quente que envolve seu governo para as mãos dos assessores que integram sua administração: "Isso a CPI tem de perguntar a ele", repetiu várias vezes.
E a mentira? Bem, essa eu deixo para que cada um tire suas conclusões...
O fato é que, mentindo ou não, Perillo saiu-se bem na CPI.
E hoje é o dia de Agnelo, que não tem a mesma desenvoltura do colega de fronteira. Pode ser que se saia bem, caso resolva copiar o estilo. Mas tem tudo para ser um desastre.
Diante disso, uma tropa de choque local já foi convocada. Magela e Paulo Tadeu deixaram o secretariado para atuar na defesa. Não acho que sejam grandes reforços. Já vi Magela numa CPI. Desempenho risível. Paulo Tadeu eu vi atuando na Câmara Legislativa. Bom de bastidor. Nem tanto na tribuna.
A precaução petista é necessária, pois ontem foram quase nove horas de conversa. E com um tempo destes, sabe-se lá, pode vir um franco atirador mirando na Anvisa, no enriquecimento assustador do governador, em sua passagem pelo Ministério do Esporte e, aí, danou-se tudo.
Mas, no fundo, eu acho que o depoimento dele será tranquilo. Até por conta desta frase aí debaixo:
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| Uma calabresa cai bem... |
"A CPI está perdendo tempo absolutamente valioso ao insistir na apuração contra governadores do que ir atrás dos milhões de reais em irregularidades da Delta"
Dita pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), ela é a senha para um acordão...
Nem Cabral, nem Agnelo, nem Perillo.
Pau apenas na Delta e no Cachoeira.
Um é "contraventor".
A outra ousou entrar no clube das grandes empreiteiras do país, passando a perna em Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Iesa, CR Almeida, Christiani-Nielsen, Mendes Júnior, entre outras grandes irmãs.
Como a Justiça já considerou as escutas ilegais, o prato está pronto. Vai portuguesa ou calabresa?

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