sexta-feira, 8 de junho de 2012

Amar a teu próximo. Mesmo se for o Agnelo?

Sexta-feira, hora de pensar e começar a mudar.
O projeto do novo blog andou, já aparece um horizonte e acredito que, em mais ou menos uns três meses esteja tudo funcionando. Eu e meu sócio estamos motivados. Vai dar certo.
Enquanto isso, por que não usar o velho "Futebol, política e religião"?
No futebol, estou devagar com o andor. O Vasco está líder do Brasileirão, mas pegou uma tabela moleza, com Grêmio em casa, Portuguesa (que será rebaixada), Náutico e Bahia, que não é nenhuma ameaça grave. Vamos ver quando começarmos a pegar os times mais fortes, como São Paulo, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro...
Por falar em andor, na religião eu estou dando um tempo. Sério, ando meio desconfiado que o capeta andou apostando com Deus sobre minha fidelidade. Como eu não sou Jó, que apanhava e não esmorecia em sua fé, a relação entre eu e Deus está abalada. Além disso, não tenho como amar ao próximo em um momento que não ando amando adequadamente nem a mim, muito menos aos próximos-próximos (estilo mulher, filhas, mãe, irmão, sobrinhos). Como amar agora o mendigo? O frentista que tenta roubar a minha senha no Ipiranga.com? Como amar o governador do DF.


Bom, este não tem mesmo como amar.
Afinal, seria um amor platônico. Agnelo jamais vai corresponder ao que o povo sentiu por ele um dia.
A bem da verdade, nem sei se o povo sentiu isso tudo. O povo não queria, isso sim, a mulher do Roriz. E talvez não quisesse O RORIZ. Mas isso não vamos saber nunca. O sujeito não disputou.
Bom, mesmo que o povo não ansiasse o Agnelo, ao colocá-lo no poder esperava que, ao menos, o DF não encarasse a crise moral que viveu no Governo Arruda e o festival de incompetência do Governo Rosso.
Mas Agnelo, o infalível, copiou os dois.
Seu governo é inerte como o de Rosso.
E sua moral anda pertinho da do Arruda. Só falta um vídeo.
Mal falado, este governo já é. A história do Cachoeira, para mim, é o de menos. Ali ainda não consigo ver nada. Mas meu cérebro lembra de um outro caso, moralmente comprometedor, mas sepultado em um silêncio conveniente para muita gente.
Trata-se dos R$ 300 mil que uma empresa chamada M. Brasil Empreendimentos, Marketing e Negócios (registrada em nome de dois pé-rapados na Receita, mas contratualmente com outros sócios) doou para a campanha dele. A M. Brasil pertence aos donos da Barenboim, hoje uma rede de drogarias falida do Rio de Janeiro. A mesma M. Brasil conseguiu ainda a proeza de captar R$ 67 milhões de fundos de pensão de estatais somente entre 2008 e 2010. Não sei se os investidores vão recuperar o aplicado, pois a M. Brasil e a sua controladora Barenboim estão mal das pernas.
Será que só eu acho estranho que uma empresa ligada a uma rede de drogarias do Rio tenha doado R$ 300 mil para a campanha do Agnelo, em 2010, ao GDF. E mais R$ 100 mil para a do Chico Vigiliante, na época presidente do PT-DF.
Por que tanta bondade?
Não tenho como responder. Mas apenas como lembrar. O nosso ilustre governador foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em dezembro de 2009, no apagar das luzes de sua passagem por lá, assinou um ato permitindo que a M.Brasil atuasse como distribuidora de medicamentos e farmácia. Só que isso é proibido pela Anvisa e no ano seguinte a licença foi devidamente cassada. Afinal, Agnelo não estava mais lá para assinar.
Vão dizer que foi tudo legal. Que a doação obedeceu aos trâmites. Que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. E que o "erro" foi corrigido pela gestão seguinte. E que "os atos assinados por ele na Anvisa estavam dentro da legalidade".
Por favor, respeitem a minha inteligência. Não acredito em acasos. E a revogação da autorização dá um sinal claro do que houve.
Fora este indício de caroço embaixo do angu na Anvisa, Agnelo é o governador mais impopular da história do DF. Toca apenas uma obra, o estádio que será um mega-elefante branco após a copa (me digam quando um jogo de futebol vai lotá-lo), e um projeto suspeito, o da 901 Norte, quadra que vai entulhar a Asa Norte de apart-hotéis, cuja área seria vendida em um único lote, por um preço que ficaria em 50% do valor real do trecho.
Agnelo é um jogador. Aposta na memória curta do povo, após um jogo da seleção em um estádio bonitão. Pode até acabar reeleito (Roriz não foi governador um monte de vezes aqui? Arruda não fez o que fez no Senado e voltou depois deputado federal e governador?). Mas não merece governar o Distrito Federal. E é uma decepção para quem o conheceu, no final dos anos 90, nos jantares de fim de ano que promovia para jornalistas, onde se mostrava um cara simpático, afável e com um apetite de poder bem moderado.

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